Motoboys protestam contra nova lei de entregadores por aplicativo em Cuiabá
Motoboys protestam contra nova lei de entregadores em Cuiabá

Motoboys realizam protesto em Cuiabá contra projeto de lei que altera regras para entregadores

Um grupo de entregadores por aplicativo realizou um protesto, nesta terça-feira (14), em frente à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que cria novas regras para a categoria em todo o país. Os motoboys são contra a aprovação do texto, que altera as condições de trabalho e a forma como o pagamento é repassado aos profissionais.

Detalhes do protesto e reação da associação

O g1 entrou em contato com o presidente da Associação de Motofretistas Autônomos (AMABR), mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Entre os pontos polêmicos da proposta estão a fixação de taxas pelas plataformas e mudanças na contribuição previdenciária. A proposta tramita na Câmara dos Deputados e pode ser votada ainda nesta terça.

Impactos do PLP 152/2025 para trabalhadores e empresas

Caso o projeto seja aprovado pelos parlamentares e sancionado pela Presidência da República, empresas e trabalhadores terão um prazo de 180 dias para se adaptarem às novas normas. O projeto propõe uma nova regulamentação para o trabalho mediado por plataformas digitais no Brasil, buscando equilibrar a autonomia dos profissionais com garantias mínimas de segurança jurídica e previdenciária.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Principais mudanças para os entregadores

  • Teto para aplicativos: No transporte de passageiros, as empresas só poderão reter, no máximo, 30% do valor total pago pelo usuário.
  • Repasse integral na entrega: Para serviços de delivery, o valor pago pelo cliente deve ser repassado integralmente ao trabalhador.
  • Divisão de custos: A receita bruta será dividida entre remuneração pelo serviço e indenização de custos, com 75% para carros e 65% para motos.
  • Contribuição obrigatória: O trabalhador será enquadrado como contribuinte individual, com as plataformas responsáveis pelo desconto e recolhimento.
  • Alíquota reduzida: Inscritos no CadÚnico poderão contribuir com uma taxa simplificada de 5% sobre o salário mínimo.
  • Fim da exclusividade: As plataformas ficam proibidas de exigir que o profissional trabalhe apenas para um aplicativo.
  • Sem punição por recusar viagens: O projeto veda penalidades para profissionais que ficarem desconectados ou recusarem chamadas.
  • Direito de defesa: Em caso de bloqueio da conta, a empresa deve apresentar justificativa clara e garantir o direito de recurso.

Mudanças para os usuários

  • Dados do motorista: O usuário terá direito a ver foto, nome, nota de avaliação e dados do veículo antes da viagem.
  • Antecedentes criminais: As empresas deverão exigir certidões negativas e verificar a regularidade dos veículos.
  • Responsabilidade civil: As plataformas respondem por danos causados aos usuários durante o serviço, independentemente de culpa direta.

O protesto em Cuiabá reflete a preocupação dos motoboys com as implicações práticas dessas mudanças, que podem afetar diretamente sua renda e condições de trabalho no dia a dia.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar