Mara Maravilha entra em polêmica ao defender Ratinho em caso de transfobia
A apresentadora Mara Maravilha se manifestou publicamente nesta semana para apoiar o colega Ratinho, após ele fazer uma declaração considerada transfóbica contra a deputada federal Erika Hilton do PSOL. O episódio ocorreu na terça-feira, 11 de março de 2026, quando Ratinho afirmou que a parlamentar não deveria presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara porque, em suas palavras, "não é mulher".
Defesa pública e referência a protestos políticos
Em uma publicação nas redes sociais, Mara Maravilha expressou seu apoio incondicional a Ratinho, declarando: "Ratinho, os nossos valores não têm preço. Eu, como mulher, te agradeço, e o nosso Brasil está contigo!". A apresentadora ainda fez uma menção direta ao movimento 'Ele Não', que foi organizado contra Jair Bolsonaro durante as eleições de 2018, utilizando a mesma hashtag para se posicionar contra Erika Hilton.
Ela completou sua mensagem com um apelo: "Não vai ficar assim! Mulheres, vamos juntas declarar que ele não nos representa, #elenão". Além disso, Mara Maravilha aproveitou a oportunidade para comentar sobre a falta do apresentador Silvio Santos no cenário televisivo atual, sugerindo que sua presença faria diferença em momentos como este.
Repercussão e contexto da polêmica
A fala de Ratinho rapidamente gerou uma onda de críticas de grupos de direitos humanos e ativistas LGBTQIA+, que classificaram o comentário como discriminatório e prejudicial à luta pela igualdade de gênero. Erika Hilton, que é uma das primeiras deputadas trans eleitas no Brasil, tem sido uma voz ativa na defesa de políticas inclusivas e no combate à violência contra mulheres e minorias.
O apoio de Mara Maravilha a Ratinho intensificou o debate público, levantando questões sobre:
- A responsabilidade de figuras públicas em promover o respeito à diversidade.
- O impacto de declarações transfóbicas no ambiente político e social.
- A polarização em torno de temas de gênero e identidade no Brasil.
Especialistas em comunicação e direitos humanos alertam que episódios como este podem reforçar estereótipos negativos e dificultar o avanço de agendas progressistas. Enquanto isso, nas redes sociais, a polêmica continua a dividir opiniões, com muitos usuários condenando as falas e outros defendendo a liberdade de expressão dos apresentadores.



