Moro defende Flávio Bolsonaro e assina CPI do Banco Master
Moro defende Flávio e assina CPI do Banco Master

O senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), saiu em defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e confirmou que assinou o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. Em declaração nas redes sociais, o ex-juiz federal afirmou que seu colega de partido já apresentou explicações sobre o episódio, que estaria sendo explorado politicamente pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

O contexto da polêmica

Áudios divulgados pelo site The Intercept revelaram que Flávio Bolsonaro solicitou R$ 135 milhões a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para financiar a produção do filme Dark Horse, que narra a trajetória de vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a divulgação, Flávio admitiu ter feito o pedido, mas os pagamentos foram realizados por meio de um fundo nos Estados Unidos, administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. O banqueiro não efetuou o valor total solicitado, mas desembolsou cerca de R$ 61 milhões. O Banco Master justificou a transação como um “patrocínio privado” para um filme de caráter privado.

Posicionamento de Moro

Em sua publicação, Moro declarou: “Sinônimo de corrupção no Brasil é o PT. Mensalão, Petrolão, roubo dos aposentados e pensionistas do INSS, enquanto milhões de famílias estão endividadas. Eu e toda a oposição, inclusive Flávio Bolsonaro, já assinamos a CPMI do Banco Master. Flávio Bolsonaro apresentou suas explicações sobre o episódio, que está sendo explorado pelo PT, e reiterou seu posicionamento favorável à instalação da comissão. É o que eu sempre defendi, a instalação da CPMI do Master e uma investigação ampla e profunda. Quem não deve, não teme”.

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Investigações em andamento

A produção Dark Horse já era alvo de suspeitas no Supremo Tribunal Federal (STF) por possível recebimento irregular de emendas parlamentares “pix”. Flávio Bolsonaro, ao admitir o pedido de dinheiro a Vorcaro, solicitou a instalação da CPI do Master, iniciativa que conta com o apoio de aliados no Congresso. Até o momento, as investigações atingiram adversários do bolsonarismo, como o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, alvo de um mandado de busca e apreensão na semana passada. Segundo a Polícia Federal, ele recebia uma “mesada” de R$ 300 mil para defender os interesses de Vorcaro e do Banco Master.

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