A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto por suposta participação em crimes relacionados à investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco. Os três foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça no curso das investigações sobre o homicídio da parlamentar e do motorista Anderson Gomes.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e segue aberto até sexta-feira (22). Segundo a PGR, os investigados teriam atuado para dificultar o esclarecimento dos assassinatos da vereadora e de seu motorista, executados em março de 2018 no centro do Rio de Janeiro. Prevaleceu o voto do relator, Alexandre de Moraes. Segundo Moraes, a PGR descreveu detalhadamente as condutas criminosas dos acusados e demonstrou indícios que justificam que eles respondam pelos crimes.
Condenação dos mandantes
Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF condenou os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por serem apontados como mandantes do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes. Os ministros também fixaram indenização de R$ 7 milhões às famílias das vítimas. O colegiado ainda condenou o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Outros dois acusados também receberam penas por participação no crime e na organização criminosa.



