PDT recorre à Justiça para garantir voto secreto na eleição da presidência da Alerj
PDT pede voto secreto para eleição da presidência da Alerj

PDT recorre à Justiça para garantir voto secreto na eleição da presidência da Alerj

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) apresentou uma ação ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 31 de março de 2026, solicitando que a votação para definir o novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) seja realizada de forma secreta. O partido argumenta que os deputados estaduais enfrentam riscos significativos de perseguição política e retaliações, e que o voto fechado permitiria que expressassem suas preferências sem pressões indevidas.

Justificativa para o voto secreto

Na ação judicial, o PDT destacou que a exposição pública dos votos pode gerar retaliações políticas, perseguições e até ameaças à integridade física dos parlamentares e suas famílias. O partido defende que o voto secreto é um instrumento essencial para preservar a democracia e a independência do Poder Legislativo, evitando influências indevidas do Poder Executivo na eleição.

Contexto político da eleição

A necessidade de eleger um novo presidente surge após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que ocupava o cargo, embora estivesse afastado. Uma primeira votação elegeu Douglas Ruas (PL), mas foi anulada pela Justiça do Rio, criando um cenário de incerteza e disputa política intensa.

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Estratégia da oposição

Enquanto o PDT busca a intervenção judicial, a oposição na Alerj trabalha nos bastidores para articular uma candidatura alternativa. Acreditam que o voto secreto facilitaria essa articulação, permitindo que deputados apoiem nomes sem medo de represálias. A bancada de esquerda se reuniu no início da tarde para tentar chegar a um consenso sobre um candidato.

Desistência de Chico Machado

O deputado Chico Machado (Solidariedade), que era cotado para concorrer contra Douglas Ruas, desistiu da candidatura. Fontes revelaram que a falta de apoio do prefeito Eduardo Paes (PSD) e a resistência de parte dos parlamentares de esquerda minaram suas chances. Machado, visto como principal aliado de Rodrigo Bacellar na Alerj, afirmou que agora focará em sua pré-campanha à reeleição, negando ter oficializado qualquer candidatura à presidência da casa legislativa.

Implicações e próximos passos

A decisão do Tribunal de Justiça sobre o voto secreto pode impactar significativamente o processo eleitoral, potencialmente favorecendo dissidências e candidaturas alternativas. A situação reflete as tensões políticas no Rio de Janeiro, com partidos buscando estratégias jurídicas e articulações nos bastidores para influenciar o resultado. A Alerj aguarda a definição judicial para prosseguir com a eleição, que é crucial para a estabilidade política do estado.

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