O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, a nomeação de Wellington César Lima e Silva para o cargo de ministro da Justiça e da Segurança Pública. O advogado-geral da Petrobras aceitou o convite do chefe do Executivo, preenchendo a vaga deixada por Ricardo Lewandowski na semana anterior.
Encontro no Planalto define indicação
A decisão foi consolidada durante uma reunião no Palácio do Planalto que contou com a presença do presidente Lula, do próprio Wellington César e do ministro interino da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto. A nomeação foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União no mesmo dia, selando a mudança no comando de um dos ministérios mais estratégicos do governo.
Wellington César não é um nome desconhecido nos corredores do poder. No início do terceiro governo Lula, ele trabalhou na Secretaria de Assuntos Jurídicos, acumulando experiência direta com a máquina federal. Sua trajetória recente à frente da advocacia-geral da Petrobras também foi um fator considerado relevante para a indicação.
Apoio político e novos rumos para a pasta
A escolha do novo ministro contou com amplo apoio da ala baiana do PT, demonstrando a força política do grupo dentro da coalizão governista. Essa base de sustentação é vista como crucial para que Wellington César possa implementar a agenda de segurança pública e justiça desenhada pelo Planalto.
A posse marca um novo capítulo para o Ministério da Justiça, que agora terá à sua frente um profissional com extensa experiência jurídica tanto no setor público quanto em uma das maiores empresas estatais do país. A expectativa é que ele conduza políticas nas áreas de segurança, combate ao crime organizado e modernização do sistema de justiça.
Contexto e próximos passos
A saída de Lewandowski e a rápida nomeação de seu sucessor ocorrem em um momento de reavaliação de estratégias dentro do governo. Com a confirmação publicada no Diário Oficial, Wellington César assume oficialmente as responsabilidades da pasta e deve começar imediatamente a trabalhar na transição e na definição de suas prioridades à frente do ministério.
O novo ministro herda desafios complexos, que incluem:
- A coordenação de políticas nacionais de segurança pública.
- A gestão de órgãos vinculados, como a Polícia Federal e o Departamento Penitenciário Nacional.
- A interface com o Congresso Nacional para a aprovação de projetos de lei da área.
A nomeação reforça a aposta de Lula em nomes técnicos com trânsito político, buscando equilíbrio entre a expertise administrativa e a necessária articulação com as bases partidárias que sustentam o governo.