Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe decreta cassação de mandatos em Porto da Folha
Em uma decisão histórica que abala a política municipal sergipana, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) determinou, nesta sexta-feira (13), a cassação dos mandatos do prefeito de Porto da Folha, Everton Lima Góis, e de seu vice, Franksaine de Souza Freitas. A medida foi tomada com base em acusações graves de abuso de poder econômico durante o processo eleitoral.
Decisão judicial e consequências imediatas
A decisão unânime do tribunal não apenas cassou os mandatos dos dois políticos, mas também ordenou seu afastamento imediato das funções executivas. Como desdobramento direto dessa medida, o TRE-SE determinou a posse do atual Presidente da Câmara Municipal de Porto da Folha, que assumirá interinamente a gestão da cidade até a realização de eleições suplementares.
O processo que levou à cassação foi conduzido com rigor pelas instâncias eleitorais, que identificaram evidências concretas de utilização indevida de recursos financeiros para influenciar o pleito municipal. Essa prática, considerada grave violação à legislação eleitoral, compromete a lisura do processo democrático e justificou a severidade da punição aplicada.
Reação do prefeito cassado e possibilidade de recursos
Através de suas redes sociais, o prefeito Everton Lima Góis já se manifestou sobre a decisão, afirmando que "a sentença ainda está sujeita a recursos" e indicando que sua defesa jurídica trabalhará para reverter o veredicto nas instâncias superiores. A declaração sugere que o caso ainda pode ter desdobramentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prolongando a incerteza política no município.
Especialistas em direito eleitoral destacam que cassações por abuso de poder econômico têm se tornado mais frequentes nos tribunais regionais, refletindo um endurecimento na fiscalização das campanhas políticas. Em Sergipe, esta decisão estabelece um precedente importante para futuros processos similares em outros municípios do estado.
Impacto na administração municipal e próximos passos
A cassação dos mandatos cria um cenário de transição política complexo em Porto da Folha. Com o afastamento imediato do prefeito e vice, a administração municipal precisará se reorganizar sob liderança interina, enquanto se prepara para um novo processo eleitoral. Servidores públicos e a população aguardam com apreensão as definições sobre continuidade de projetos e políticas públicas.
O calendário para as eleições suplementares ainda será definido pela Justiça Eleitoral, que deverá considerar prazos processuais e logísticos. Enquanto isso, a cidade de aproximadamente 30 mil habitantes enfrenta um período de instabilidade institucional que pode afetar desde serviços básicos até investimentos planejados para o desenvolvimento local.



