Tarcísio de Freitas reconduz procurador-geral de Justiça de São Paulo para novo mandato
O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, oficializou a recondução de Paulo Sérgio de Oliveira e Costa ao cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público paulista. A nomeação, que valerá para o biênio de 2026 a 2028, foi publicada através de decreto no Diário Oficial do estado nesta terça-feira, dia 14 de maio.
Eleição interna consolida liderança com votação expressiva
Paulo Sérgio de Oliveira e Costa foi o candidato mais votado na eleição realizada no último sábado, 11 de maio, que formou a lista tríplice encaminhada ao governador para a escolha do novo chefe do Ministério Público. Com uma votação impressionante de 1.305 votos, ele obteve quase o triplo dos votos do segundo colocado, Marco Antonio Ferreira Lima, que recebeu 456 votos. Essa ampla margem demonstra a forte base de apoio dentro da instituição.
Trajetória de quatro décadas no Ministério Público paulista
O procurador possui uma carreira de quarenta anos dedicados ao Ministério Público de São Paulo, tendo ingressado na instituição em 1986. Ao longo dessa trajetória, Oliveira e Costa atuou em diversas promotorias e procuradorias em diferentes regiões do estado, incluindo:
- Santos
- Buritama
- Dracena
- Santo André
- Santo Amaro (Tribunal do Júri)
Essa experiência diversificada em várias comarcas do estado contribuiu para sua profunda compreensão das dinâmicas jurídicas e institucionais paulistas.
Expectativa de retomada em investigações de grande impacto
Nos bastidores do Ministério Público, há expectativa de que o retorno de Oliveira e Costa ao comando da instituição permita a retomada das negociações de delação premiada envolvendo duas figuras centrais em um esquema bilionário. Os investigados são Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, apelidado de "Primo".
Esses empresários são apontados como integrantes de uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que operava um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis. As tratativas de delação haviam sido interrompidas quando o procurador se afastou do cargo para disputar a eleição interna.
Segundo apurações, os investigados já apresentaram provas substanciais às autoridades, e a negociação em curso previa como contrapartida o pagamento de pelo menos R$ 1 bilhão em impostos devidos ao erário público. A retomada dessas negociações representa um passo significativo na investigação de um dos maiores esquemas de fraude no setor de combustíveis do país.
A recondução de Oliveira e Costa sinaliza continuidade na liderança do Ministério Público paulista em um momento crucial para investigações de alto perfil que envolvem crimes financeiros de grande magnitude e conexões com organizações criminosas.



