STF avalia votos suficientes para aprovação de Jorge Messias no Supremo
STF vê votos para aprovação de Jorge Messias no Supremo

STF avalia ter votos suficientes para aprovação de Jorge Messias

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros já realizam cálculos e avaliam que existem votos em número suficiente para aprovar o nome de Jorge Messias para ocupar uma vaga na Corte. Desde que Luis Roberto Barroso se aposentou, em outubro do ano passado, o Supremo opera com apenas dez ministros, aguardando a nomeação do substituto.

Processo de indicação e sabatina no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Messias em novembro, mas somente no início de abril enviou oficialmente o nome ao Senado Federal. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realizará a sabatina do indicado no próximo dia 29 de abril, um passo crucial no processo de confirmação.

O relator da indicação será o senador Weverton Rocha (PDT-MA), oficializado na quinta-feira, 9 de abril. A articulação política para assegurar a aprovação inclui o envolvimento de ministros do STF, como Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

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Avaliação de bastidores e apoio político

A avaliação de integrantes do tribunal, ouvidos em conversas reservadas, é de que Messias contaria com apoio suficiente para que sua indicação avance sem maiores obstáculos. Essa percepção baseia-se em cálculos internos e diálogos entre os ministros.

No entanto, aliados do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, não garantem a aprovação de forma automática. Segundo essas fontes, a articulação política cabe primordialmente ao governo federal, e o senador não deve se envolver diretamente no processo, mantendo uma postura mais observadora.

Caminho aberto para confirmação

A leitura predominante no Supremo é que, com a articulação em curso e o apoio identificado, Jorge Messias tem caminho aberto para ser aprovado. A sabatina na CCJ será um momento decisivo, onde o indicado enfrentará perguntas dos senadores sobre sua trajetória e visões jurídicas.

O processo reflete a dinâmica política entre os Poderes, com o Executivo buscando consolidar sua indicação e o Legislativo exercendo seu papel de controle. A expectativa é que, se aprovado na CCJ, Messias siga para votação no plenário do Senado, onde precisará da maioria simples dos votos para se tornar ministro do STF.

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