PT propõe ao TSE restrições ao impulsionamento de conteúdo político e regras para IA
PT propõe ao TSE restrições a impulsionamento político e IA

PT apresenta ao TSE propostas para limitar impulsionamento de conteúdo político e regular uso de IA

Em uma audiência realizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o advogado Miguel Novaes, representante do Partido dos Trabalhadores (PT), defendeu medidas rigorosas para conter práticas que, segundo o partido, ameaçam a equidade das eleições. A principal proposta apresentada foi a proibição do impulsionamento de conteúdos em redes sociais que critiquem o desempenho de governos durante a pré-campanha eleitoral. Novaes argumentou que essa prática compromete seriamente a isonomia do processo eleitoral, ao permitir que ataques concentrados contra um único candidato distorçam o debate público.

Preocupações com isonomia e transparência nas plataformas digitais

Além da restrição ao impulsionamento, o PT sugeriu outras 11 alterações para a resolução que trata sobre propaganda eleitoral, visando fortalecer a integridade do pleito. Entre elas, destacou-se a exigência de que as plataformas digitais garantam a entrega de conteúdos e perfis quando houver uma busca pelos usuários, vedando a prática do shadowban. Essa técnica, em que as redes sociais ocultam conteúdos sem aviso prévio, pode reduzir o engajamento e prejudicar a visibilidade de candidatos, segundo o partido.

O advogado enfatizou que a mobilização contra um único candidato, facilitada por algoritmos, cria um desequilíbrio que afeta a justiça eleitoral. Para o PT, é essencial que as regras eleitorais evitem manipulações que possam influenciar indevidamente os eleitores, especialmente em um contexto de crescente digitalização da política.

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Regulamentação do uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais

Outro ponto crucial levantado pelo PT foi a preocupação com o uso da inteligência artificial durante o período eleitoral. Novaes manifestou que a IA pode ser empregada para criar vídeos, áudios ou imagens manipuladas, comprometendo a percepção dos eleitores sobre fatos reais. Para enfrentar esse risco, o partido propôs que, no caso de uso de IA em materiais suspeitos, caiba ao responsável pelo conteúdo ser acionado judicialmente e comprovar sua autenticidade.

Essa medida visa responsabilizar os criadores de conteúdos falsos ou enganosos, assegurando que a tecnologia não seja usada para disseminar desinformação. O PT argumenta que, sem regras claras, a inteligência artificial pode se tornar uma ferramenta de manipulação eleitoral, prejudicando a democracia e a confiança dos cidadãos no processo.

Contexto e implicações das propostas do PT

A audiência no TSE ocorreu em um momento de intenso debate sobre a influência das redes sociais e da tecnologia nas eleições. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, tem destacado a necessidade de adaptar a legislação eleitoral aos novos desafios digitais. As propostas do partido refletem uma estratégia para proteger a isonomia e a transparência, temas centrais para o PT em meio às discussões sobre reformas eleitorais.

Em resumo, as sugestões apresentadas incluem:

  • Proibição do impulsionamento de críticas a governos na pré-campanha.
  • Garantia de entrega de conteúdos em buscas, sem shadowban.
  • Regulamentação do uso de IA, com responsabilização por materiais manipulados.

Essas medidas buscam equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de um processo eleitoral justo, em um cenário onde a tecnologia avança rapidamente. O TSE agora analisará as propostas, que podem influenciar as regras para as próximas eleições no Brasil.

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