Moraes autoriza deputado Guilherme Derrite a visitar Bolsonaro na prisão da Papudinha
Moraes autoriza Derrite a visitar Bolsonaro na prisão

Ministro do STF concede autorização para visita de deputado a ex-presidente preso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma decisão nesta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, permitindo que o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) visite Jair Bolsonaro na Penitenciária da Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses pela condenação por tentativa de golpe de estado.

Detalhes da visita autorizada pelo STF

A visita está oficialmente agendada para ocorrer no dia 25 de fevereiro, uma quarta-feira, no período das 8h às 10h. A autorização judicial é concisa e direta, sem apresentar argumentações extensas, limitando-se a liberar o encontro no horário solicitado pelo parlamentar.

Guilherme Derrite, que também atuou como secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo durante o governo de Tarcísio de Freitas, é atualmente pré-candidato ao Senado pelo PP de São Paulo. Sua trajetória política foi marcada por controvérsias, incluindo crises relacionadas a episódios de violência policial, mas manteve o apoio do governador paulista.

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Contexto político e atuação recente do deputado

Derrite foi substituído no cargo de secretário por Nico Gonçalves, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo com 45 anos de serviço. No final do ano passado, o deputado licenciou-se da secretaria para relatar o Projeto de Lei Antifacção, proposto pelo governo federal após a Operação Contenção no Rio de Janeiro.

O PL, que resultou em centenas de mortes nos complexos do Alemão e da Penha, passou por cinco versões do relatório antes de ser aprovado na Câmara dos Deputados com modificações significativas. Derrite tentou rebatizá-lo como Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, ganhando visibilidade nacional e posicionando-se como figura central no debate sobre segurança pública.

Esse tema promete ser determinante nas eleições de outubro, influenciando diretamente as escolhas dos eleitores. No Senado, o PL Antifacção ficou sob relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que conduziu a tramitação de forma técnica e retomou pontos defendidos originalmente pelo governo.

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