Justiça do Rio determina voto aberto para presidência da Alerj, rejeitando pedido do PDT
Justiça do Rio determina voto aberto na eleição da Alerj

Justiça do Rio determina voto aberto para presidência da Alerj, rejeitando pedido do PDT

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) será realizada com votação aberta, rejeitando um pedido do PDT que solicitava o procedimento secreto. A desembargadora Suely Lopes Magalhães negou o mandado de segurança preventivo apresentado pelo partido, argumentando que, embora a preocupação com interferências seja legítima, a comprovação de riscos concretos exige produção de provas, o que não se adequa a esse tipo de ação judicial.

Frente de partidos ameaça abandonar plenário

Nesta quinta-feira (16), uma frente composta por nove partidos – PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV – anunciou que pode abandonar o plenário da Alerj caso a eleição seja realizada com o anúncio do voto de cada parlamentar. Em nota pública, os partidos afirmam que, nas circunstâncias atuais, a votação aberta expõe os deputados a pressões e retaliações, uma alegação semelhante à apresentada pelo PDT na Justiça.

O partido argumenta que a adoção do voto aberto violaria a Constituição, o regimento interno da Casa e colocaria os deputados sob risco de represálias políticas. O pedido foi protocolado após a anulação, por decisão judicial, da eleição realizada em 26 de março, que elegeu Douglas Ruas (PL) em uma sessão extraordinária com votação aberta – modelo considerado ilegal pelo PDT.

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Histórico de retaliações na Alerj

Um dos principais argumentos do mandado de segurança é o histórico recente de retaliações políticas na Alerj. Segundo o PDT, no dia seguinte à eleição de 26 de março – que foi suspensa por decisão judicial –, a Mesa Diretora promoveu exonerações em massa de assessores e servidores ligados a deputados que não apoiaram o grupo vencedor.

Para o partido, essas demissões caracterizam perseguição política, desvio de finalidade e tentativa de intimidação, criando um ambiente de medo que comprometeria a liberdade de voto dos parlamentares em uma nova eleição. A deputada Martha Rocha destacou: “Entendemos que o voto secreto evita a intimidação que, por certo, a base do então governador Cláudio Castro vai tentar fazer com os deputados que integravam a sua base”.

A decisão judicial enfatiza que, apesar das preocupações levantadas, a comprovação de riscos concretos – como retaliação, perseguição política ou coação por grupos criminosos – requer evidências sólidas, o que não se alinha com os requisitos de um mandado de segurança. A situação continua a gerar tensão política na Alerj, com partidos se mobilizando para garantir a transparência e a segurança do processo eleitoral.

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