Fux vota contra Moro, mas apoia apuração sobre divulgação de vídeo no STF
Fux vota contra Moro, mas apoia apuração sobre vídeo no STF

Fux mantém voto contra Moro, mas defende investigação sobre origem do vídeo

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira para rejeitar os embargos de declaração apresentados pela defesa do senador Sergio Moro (União Brasil-PR). A decisão confirma a condição de réu do parlamentar, que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.

Ponto de concordância com a defesa

Contudo, em uma ressalva significativa, Fux concordou com um argumento central da defesa de Moro. O ministro sugeriu que é necessário apurar com rigor quem foi o responsável pela divulgação do vídeo em questão e se o senador tinha conhecimento prévio dessa ação.

Os advogados do parlamentar buscavam, através do recurso, que o STF reconhecesse uma omissão na investigação sobre a origem da gravação. No vídeo, Moro faz referência à possibilidade de "comprar um habeas corpus" do ministro Gilmar Mendes, declaração que fundamentou a denúncia por calúnia.

Contexto do julgamento

O julgamento foi retomado nesta sexta-feira no plenário virtual do Supremo, após um intervalo desde o ano passado. Na ocasião anterior, Fux havia pedido vista do processo quando o placar já estava em quatro votos a zero pela rejeição dos embargos.

O processo está programado para permanecer em análise até o dia 20 de março, embora todos os ministros já tenham depositado seus votos. A confirmação de Moro como réu segue os votos anteriores da Primeira Turma do STF, que já havia decidido pela procedência da denúncia.

Implicações do voto de Fux

A posição do ministro Fux cria um precedente relevante para casos semelhantes, ao destacar a importância de investigar não apenas o conteúdo das declarações, mas também as circunstâncias de sua divulgação pública. Essa abordagem pode influenciar futuros julgamentos envolvendo gravações e sua publicização.

A defesa de Sergio Moro agora aguarda a conclusão formal do julgamento, enquanto o senador continua exercendo seu mandato parlamentar, sob o peso da condição de réu em um processo criminal perante o Supremo Tribunal Federal.