Alerj retoma sessão com foco em CPI do Rioprevidência após prisão de ex-presidente
Alerj busca assinaturas para CPI do Rioprevidência após prisão

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) retomou seus trabalhos na tarde desta terça-feira, dia 3 de fevereiro de 2026, com um cenário político intensificado pela busca de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Rioprevidência. O fundo de aposentadoria dos servidores estaduais está no centro das atenções após a prisão do ex-presidente Deivis Marcon Antunes, ocorrida nesta manhã, o que pode catalisar os esforços da oposição para investigar supostos desvios e rombos financeiros.

Mobilização por assinaturas e apoio político

O deputado Flávio Serafini, do PSOL, que também preside a Comissão de Servidores da Alerj, lidera a iniciativa de recolher as 24 assinaturas necessárias para instalar a CPI. Segundo ele, a expectativa é que a prisão do ex-presidente do Rioprevidência ajude a garantir apoios mais amplos, inclusive entre parlamentares da base do governador Cláudio Castro, do PL. “A CPI se debruçaria sobre os impactos desse rombo nas aposentadorias e sobre outros movimentos ligados ao Master, como empréstimos que aposentados foram induzidos a adquirir”, afirmou Serafini, destacando a urgência de uma investigação aprofundada.

Desafios e alianças na busca pela CPI

Para que uma CPI encabeçada pela oposição avance, é crucial o apoio de bancadas-chave, como a do PT e dos deputados do PSD ligados ao prefeito Eduardo Paes. No passado, tentativas similares em outros escândalos enfrentaram resistência, com parlamentares desses partidos muitas vezes relutantes em embarcar. No entanto, um pequeno grupo de representantes da base governista de Castro já sinalizou possibilidade de apoio, o que pode mudar o jogo político em torno desta investigação.

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Investimentos no Grupo Master e denúncias

O Rioprevidência aplicou, no total, 2,6 bilhões de reais em ativos vinculados ao Grupo Master, um montante investido entre novembro de 2023 e julho de 2025. Esse valor representa mais de 25% dos recursos aplicados pela autarquia, levantando sérias preocupações sobre a gestão do fundo e seus impactos nas aposentadorias dos servidores. Em novembro do ano passado, o deputado Serafini protocolou na Polícia Federal uma petição pedindo a apuração de crimes como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, além do bloqueio de bens dos envolvidos e a realização de auditorias para mitigar danos ao patrimônio público.

Contexto e próximos passos

A retomada dos trabalhos na Alerj marca um momento crítico na política fluminense, com a oposição aproveitando o impulso da prisão para pressionar por transparência e responsabilização. A CPI, se instalada, promete examinar não apenas o rombo financeiro, mas também práticas que possam ter prejudicado aposentados, como empréstimos induzidos. A mobilização continua, com os deputados buscando construir consensos e superar divisões partidárias em prol de uma investigação que afete diretamente a vida dos servidores do estado.

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