Trump questiona pesquisas do New York Times e anuncia processo bilionário contra o jornal
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (22) para questionar publicamente as pesquisas eleitorais e de análise de governo conduzidas pelo renomado jornal The New York Times, em parceria com o Siena College. Em uma publicação carregada de críticas, o mandatário americano anunciou que incluirá essas pesquisas em um processo judicial multimilionário contra o veículo de comunicação.
Críticas às pesquisas e ameaça de ação judicial
Em seu pronunciamento, Trump afirmou: "A pesquisa do The Times em Siena, que sempre me parece extremamente negativa, especialmente às vésperas da eleição de 2024, na qual venci com folga, será incluída no meu processo contra o falido The New York Times." O presidente destacou que seus advogados exigiram que o jornal mantenha todos os registros e explique detalhadamente como "calcularam" esses resultados, que ele classifica como falsos.
Trump não poupou palavras ao acusar a publicação de viés político, alegando que as pesquisas foram "fortemente tendenciosas a favor dos democratas". Ele finalizou com uma ameaça direta: "Eles serão responsabilizados integralmente por todas as suas mentiras e transgressões da esquerda radical."
Contexto das pesquisas em questão
No mesmo dia da publicação de Trump, uma pesquisa divulgada pelo The New York Times em conjunto com o Siena College revelou que 56% dos americanos desaprovam o trabalho do presidente à frente dos Estados Unidos. Apenas 40% dos entrevistados manifestaram aprovação, enquanto 4% optaram por não responder. O levantamento, que ouviu 1.625 pessoas, também indicou que menos de um terço dos eleitores acredita que o país está em situação melhor do que há um ano, quando Trump retornou à Casa Branca.
Vale lembrar que, em outubro de 2024, uma pesquisa de intenção de voto mostrou um empate técnico raro entre Trump e sua adversária democrata, Kamala Harris, ambos com 48% das intenções. A eleição presidencial, realizada em 5 de novembro daquele ano, acabou sendo vencida pelo republicano, que ultrapassou a marca necessária de 270 delegados do Colégio Eleitoral.
Detalhes do processo bilionário contra o New York Times
Trump formalizou um processo judicial contra o The New York Times no valor impressionante de US$ 15 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 79 bilhões na época. A ação judicial também atinge quatro repórteres do veículo e a editora Penguin Random House. De acordo com documentos acessados pela agência de notícias, o presidente cita uma série de artigos publicados pelo jornal, incluindo um editorial pré-eleitoral de 2024 que questionava sua aptidão para o cargo.
Além disso, o processo menciona um livro publicado pela Penguin em 2024, intitulado "Perdedor Sortudo: Como Donald Trump Desperdiçou a Fortuna do Pai e Criou a Ilusão de Sucesso". Na publicação em que anunciou a ação judicial, Trump acusou o Times de ter se tornado um "porta-voz do partido democrata" e de envolver-se, por décadas, em uma campanha de desinformação contra sua pessoa, família, negócios e o movimento America First.
O presidente ainda criticou veementemente o jornal por ter declarado apoio público à sua adversária Kamala Harris durante a campanha eleitoral de 2024, reforçando suas acusações de parcialidade política. Este episódio marca mais um capítulo na relação conturbada entre Trump e a grande mídia americana, com potencial para desdobramentos significativos no cenário político e jurídico dos Estados Unidos.