O cenário geopolítico no Oriente Médio pode estar à beira de uma transformação radical. Segundo informações exclusivas do jornal israelense Jerusalem Post, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já teria decidido realizar uma intervenção militar no Irã. O objetivo declarado seria apoiar os manifestantes que enfrentam uma violenta repressão por parte do regime teocrático.
Uma Decisão Contra a Estratégia Militar
De acordo com as fontes, Trump tomou a decisão mesmo diante de apelos de comandantes militares americanos por mais tempo e planejamento. Os estrategistas argumentam que uma ação no Irã, onde os elementos envolvidos são de extrema importância, exigiria uma consolidação de forças e etapas bem definidas, semelhante ao que foi feito na Venezuela. No entanto, o presidente americano parece determinado a agir rapidamente para impedir o que chamou de "trucidamento" dos manifestantes nas ruas iranianas.
A medida de impor uma tarifa de 25% sobre produtos de países que mantêm comércio com o Irã, incluindo o Brasil, é vista como um elemento adicional de pressão econômica. Contudo, analistas acreditam que as chances de os líderes iranianos cederem apenas com sanções são mínimas, indicando que uma ação militar é considerada inevitável.
A Evolução dos Protestos e o Poder de Repressão
Os protestos no Irã, que começaram com o lema "nem xá nem mulás", passaram por uma significativa mudança. Recentemente, surgiram manifestações de apoio ao herdeiro do xá, Reza Pahlavi, uma figura que vivia no exílio há mais de cinquenta anos e parecia sem relevância política. Em atos de iranianos exilados na Europa, a antiga bandeira monarquista tem aparecido ao lado da estrela de Davi, simbolizando uma guinada inesperada.
No entanto, o regime do aiatolá Ali Khamenei mantém um formidável aparato repressivo. Os Guardiões da Revolução Islâmica, uma força altamente doutrinada, foram criados justamente para proteger o regime e vigiar as próprias forças de segurança. Até o momento, os protestos já resultaram em mais de 600 mortes, e sem uma divisão nas fileiras de quem controla as armas, os manifestantes podem ficar exaustos.
O analista político britânico Michael Clarke aponta que dois sinais clássicos para uma mudança de regime já ocorreram no Irã: os protestos se espalharam para além da capital e edifícios governamentais foram incendiados. Ainda assim, o poder de fogo do regime permanece intacto.
Repercussões Globais e a Batalha Informacional
A possível queda do regime iraniano teria consequências de longo alcance. O chamado arco xiita, já enfraquecido pela perda de influência na Síria, poderia ruir, afetando diretamente o Hezbollah no Líbano. O Hamas também perderia uma fonte crucial de financiamento. Paradoxalmente, um Irã com relações amistosas com o Ocidente poderia até facilitar um acordo para um Estado Palestino.
A situação também representa uma série de revezes para o presidente russo, Vladimir Putin. Em um curto espaço de tempo, ele viu seu aliado Nicolás Maduro ser pressionado na Venezuela, um petroleiro ser apreendido por comandos americanos e agora um de seus principais parceiros estratégicos, com quem tem um tratado de cooperação militar, sob risco de colapso.
Enquanto isso, Trump já estaria em ação em outra frente: a batalha informacional. Um ex-chefe da inteligência militar israelense, Tamir Hayman, afirmou ao Jerusalem Post que os americanos já conduzem uma campanha nesse campo, tão crucial quanto o militar. "Eles querem negociar", disse Trump sobre o regime iraniano, "mas talvez tenhamos que agir antes, por causa do que está acontecendo".
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, reagiu com ameaças, classificando a repressão como "guerra ao terrorismo" e prometendo uma "lição inesquecível" a Trump caso ele interfira. No entanto, analistas consideram que sua retórica supera seu poder real.
A grande incógnita permanece. O aiatolá Khamenei, alvo dos gritos de "Morte ao ditador" nas ruas, tem 86 anos e pode se considerar pronto para o martírio. A questão, como apontam observadores, é se todos ao seu redor estão igualmente dispostos a seguir esse caminho. A decisão de Trump, segundo as fontes, já está tomada. Resta saber qual será sua forma e seu momento, em um ano de 2026 que mal começou e já promete redefinir o equilíbrio de poder no mundo.