Governo Trump envia agentes do ICE para aeroportos dos EUA durante greve da TSA
Trump envia ICE para aeroportos durante greve da TSA nos EUA

Governo Trump mobiliza agentes do ICE para aeroportos americanos durante crise da TSA

O governo do presidente Donald Trump iniciou nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, o envio de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para aeroportos em todo o território dos Estados Unidos. A medida, anunciada pelo próprio Trump no sábado anterior, tem como objetivo principal reduzir as filas extensas que se formaram devido à greve de funcionários da Administração de Segurança de Transporte (TSA), que estão sem receber seus salários por causa da paralisação parcial do governo federal.

"Segurança como ninguém jamais viu antes"

Segundo o presidente republicano, os agentes do ICE não apenas auxiliarão no controle das filas, mas também proporcionarão "segurança como ninguém jamais viu antes". A iniciativa é coordenada por Tom Homan, conhecido como o czar da fronteira do governo Trump, que está liderando a operação nos aeroportos.

De acordo com reportagens da emissora americana CNN, os agentes do ICE já foram avistados em mais de dez aeroportos ao redor do país, incluindo importantes hubs como Nova York, Nova Orleans, Atlanta e Chicago. No entanto, as responsabilidades específicas desses agentes ainda não estão completamente definidas.

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Funções em discussão e críticas da oposição

Em entrevista à CNN, Tom Homan explicou que os detalhes operacionais ainda estão sendo ajustados. "Há agentes da TSA patrulhando as saídas. Pessoas que entram pelas saídas. Certamente, um agente da ICE altamente treinado pode patrulhar uma saída, garantir que as pessoas não passem por essas saídas, entrar no aeroporto por elas", afirmou Homan. "Coisas assim aliviam o agente da TSA, permitindo que ele se concentre na triagem e reduza as filas. Não vejo um agente do ICE olhando para uma máquina de raio-X porque eles não são treinados para isso."

A paralisação do governo, conhecida como "shutdown", afeta diretamente o Departamento de Segurança Interna (DHS), que está sem financiamento desde meados de fevereiro. A TSA é vinculada a este departamento, e mais de 400 agentes já deixaram seus empregos desde o início da crise, enquanto outros têm alegado doenças para não trabalhar sem receber.

Preocupações com segurança e histórico de violência

A decisão de utilizar agentes do ICE nos aeroportos tem gerado forte oposição por parte de democratas e sindicatos. O líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, de Nova York, foi enfático em suas críticas: "A última coisa que o povo americano precisa é de agentes do ICE sem treinamento sendo destacados para aeroportos em todo o país, potencialmente para brutalizá-los ou, em alguns casos, matá-los."

Everett Kelley, presidente da Federação Americana de Funcionários Públicos, que representa mais de 50.000 trabalhadores da TSA, também condenou a medida. "Nossos membros da TSA têm comparecido todos os dias, sem receber salário, porque acreditam na missão de manter a segurança dos passageiros que viajam de avião", declarou Kelley. "Eles merecem ser pagos e não substituídos por agentes armados e sem treinamento, que já demonstraram o quão perigosos podem ser."

Impacto da crise e cenário político

A situação reflete o impasse no Congresso dos Estados Unidos em relação à legislação orçamentária, que levou à paralisação parcial do governo. As filas enormes e de longa duração nos aeroportos têm sido registradas em todo o país, criando um cenário de caos para os viajantes.

A utilização de agentes do ICE, que estão historicamente envolvidos em operações de imigração e têm sido alvo de críticas por supostos abusos e violência, especialmente durante protestos anti-imigração, aumenta as preocupações sobre a segurança e os direitos dos cidadãos nos aeroportos. A medida do governo Trump representa uma solução controversa para um problema que continua sem resolução definitiva no cenário político americano.

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