Trump eleva tarifa para 15% após derrota na Suprema Corte dos EUA
Trump eleva tarifa para 15% após derrota na Suprema Corte

Trump eleva tarifa para 15% após derrota histórica na Suprema Corte americana

Em uma manobra ousada para contornar uma decisão judicial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou a tarifa global anunciada anteriormente de 10% para 15%. A medida foi tomada apenas 24 horas após o anúncio inicial e representa uma resposta direta à derrota sofrida na Suprema Corte americana, que derrubou o chamado "tarifaço" de 2025.

Base legal inédita e período limitado

Trump se baseou em uma seção da Lei de Comércio de 1974 que nunca havia sido utilizada por um presidente americano. A legislação permite a imposição de tarifas de até 15%, mas com uma restrição significativa: o prazo máximo é de 150 dias. Qualquer prorrogação depende da aprovação do Congresso, o que adiciona um elemento de incerteza à medida.

O presidente anunciou a nova tarifa através de uma rede social, afirmando que ela entra em vigor imediatamente. Esta ação segue a maior derrota institucional de seu segundo mandato, ocorrida na sexta-feira (21), quando a Suprema Corte, por 6 votos a 3, considerou ilegais as tarifas impostas contra mais de 100 países em 2025.

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Reações políticas e internacionais

A decisão de Trump gerou reações imediatas de políticos de ambos os partidos nos Estados Unidos. O deputado republicano Don Bacon criticou a medida, declarando que "tarifas são uma política ruim". Do lado democrata, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, enfatizou que as tarifas encarecem os produtos para os americanos e acusou Trump de não se importar com a população.

Internacionalmente, o clima é de cautela. O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, alertou que a constante incerteza em torno das tarifas é venenosa para as economias. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, comentou positivamente a decisão da Suprema Corte, destacando a importância dos pesos e contrapesos nas democracias.

Contexto e perspectivas futuras

A tarifa de 15% é claramente uma estratégia de Trump para manter pressão comercial sobre outros países. O presidente já sinalizou que, nos próximos meses, buscará outros meios legais para aplicar novas taxações, o que mantém a tensão no cenário global.

Esta situação ilustra um conflito institucional significativo, onde o poder executivo tenta contornar limitações judiciais através de mecanismos legais alternativos. O uso da Lei de 1974, embora permitido, coloca em evidência as disputas sobre os limites da autoridade presidencial em matéria de comércio exterior.

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