Trump afirma que participará da escolha do novo líder supremo do Irã
Trump diz que vai participar da escolha do líder do Irã

Em uma declaração que intensifica as tensões geopolíticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende participar pessoalmente da escolha do novo líder supremo do Irã. A entrevista exclusiva à emissora norte-americana NBC revelou um posicionamento firme do mandatário, que também descartou, por ora, o envio de tropas terrestres ao território iraniano.

Preparação iraniana para conflito prolongado

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia alertado que o país está preparado para uma possível invasão terrestre por tropas americanas. Em tom desafiador, Araghchi declarou: "Estamos esperando pela chegada das tropas americanas. Assim podemos confrontá-los e isso seria um desastre para eles".

A Guarda Revolucionária Islâmica reforçou essa postura, afirmando que o Irã está pronto para travar uma guerra prolongada. Analistas internacionais preveem que os Estados Unidos podem intensificar sua operação militar contra o Irã nos próximos dias, embora permaneça incerto se isso incluiria uma invasão terrestre com o objetivo de derrubar a liderança em Teerã.

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Novos armamentos e ameaças

O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, brigadeiro-general Ali Mohammad Naeini, anunciou que o país pretende introduzir armamentos avançados nunca antes vistos em campos de batalha. Em comunicado contundente, Naeini advertiu: "Os inimigos do Irã devem esperar golpes dolorosos na próxima nova onda de ataques".

O anúncio coincidiu com o lançamento do primeiro míssil Khayber do Irã, tendo Tel Aviv como alvo. Naeini descreveu o confronto militar em andamento como uma "guerra sagrada e legítima", afirmando que o país está mais preparado agora do que durante a guerra de 12 dias do ano passado, iniciada por Estados Unidos e Israel.

Intervenção americana na sucessão iraniana

Trump deixou claro seu desejo de influenciar diretamente o processo sucessório iraniano, declarando à NBC: "Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro. Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo... Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país".

O presidente norte-americano comparou sua intenção com a intervenção americana na Venezuela, que resultou na remoção de Nicolás Maduro da presidência. Trump afirmou que se recusa a aceitar um novo líder iraniano que dê continuidade às políticas do atual líder supremo, Ali Khamenei, as quais, segundo ele, forçariam os EUA a retornar à guerra "em cinco anos".

Rejeição ao sucessor natural

Trump identificou Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o sucessor mais provável, mas classificou esse resultado como inaceitável. Em palavras duras, o presidente declarou: "O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto".

O republicano enfatizou sua determinação em estar envolvido na nomeação, afirmando: "Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy [Rodriguez] na Venezuela". Essa postura representa uma escalada significativa na já tensa relação entre Washington e Teerã, com implicações potenciais para a estabilidade regional e internacional.

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