Trump critica Bad Bunny no Super Bowl: 'pior show de todos os tempos'
Trump detona Bad Bunny no Super Bowl

Trump detona apresentação de Bad Bunny no Super Bowl e gera polêmica internacional

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, para atacar ferozmente a apresentação do rapper porto-riquenho Bad Bunny durante o intervalo do Super Bowl. Em publicações na Truth Social, Trump classificou o espetáculo como "um dos piores de todos os tempos" e uma verdadeira "afronta à grandeza da América".

Críticas duras e reações imediatas

Em seus comentários, Trump foi incisivo ao afirmar que o show não representava os padrões de sucesso e excelência americanos. "Este 'show' é apenas um 'tapa na cara' do nosso país", escreveu o ex-presidente, que optou por assistir à final da NFL em uma festa particular na Flórida, em vez de comparecer pessoalmente ao evento em Santa Clara, Califórnia.

Entre as principais reclamações de Trump estavam:

  • A dificuldade de compreensão das letras em espanhol
  • A coreografia considerada inadequada para o público infantil
  • A falta de inspiração na apresentação como um todo

Bad Bunny faz história e defende mensagem de união

Enquanto Trump criticava, Bad Bunny – cujo nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio – fazia história ao se tornar o primeiro cantor solo latino a se apresentar no intervalo do Super Bowl. Além disso, foi o primeiro artista com repertório inteiramente em espanhol no tradicional show do intervalo.

Durante sua apresentação, o porto-riquenho transmitiu mensagens poderosas de inclusão e amor. Em um dos momentos mais marcantes, recebeu uma bola de futebol americano com os dizeres "Juntos, somos a América", enquanto o telão exibia: "A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor".

Expansão do conceito de "América"

No discurso final, Bad Bunny expandiu significativamente o tradicional bordão "Deus abençoe a América", incluindo nele todas as nações do continente americano – desde o Chile até o Canadá. O Brasil foi especificamente mencionado durante esta declaração abrangente e inclusiva.

O show contou com participações especiais de grandes estrelas como Lady Gaga e Ricky Martin, além de apresentar imagens impactantes e referências teatrais que marcaram a trajetória do artista.

Histórico de tensões entre Trump e Bad Bunny

As críticas de Trump não surpreendem quem acompanha o histórico de desentendimentos entre as duas figuras públicas. Anteriormente, o ex-presidente já havia classificado Bad Bunny como uma "escolha terrível" para o show do intervalo do Super Bowl.

Por sua vez, o rapper porto-riquenho já manifestou publicamente suas críticas ao governo Trump. Após vencer o Grammy na categoria álbum do ano com "Debí Tirar Más Fotos" – primeiro trabalho em espanhol a conquistar o prêmio máximo – Bad Bunny iniciou seu discurso com um protesto contra as operações do ICE, a polícia de imigração americana.

"Antes de agradecer a Deus, vou dizer: Fora ICE!", declarou o artista na ocasião, referindo-se às políticas de deportações em massa implementadas durante a administração Trump.

A polêmica envolvendo Trump e Bad Bunny destaca não apenas diferenças artísticas, mas também profundas divergências políticas e culturais que continuam a polarizar discussões nos Estados Unidos e além de suas fronteiras.