Trump convida Putin para conselho que governará Gaza; Lula e Milei também são chamados
Trump convida Putin para conselho de paz em Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estendeu um convite surpreendente ao líder russo Vladimir Putin para fazer parte de um "conselho da paz" que terá a missão de governar a Faixa de Gaza de forma interina. O convite ocorre em um momento em que a guerra na Ucrânia, iniciada por Moscou há quase quatro anos, continua sem solução à vista.

Um conselho global para a reconstrução de Gaza

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que o convite foi recebido por meio de canais diplomáticos e está sob análise. O governo russo aguarda mais detalhes dos americanos antes de tomar uma decisão. A criação deste conselho é um pilar central do plano de paz para o Oriente Médio elaborado por Trump, que já conta com apoio no Conselho de Segurança da ONU.

O objetivo do órgão é estabelecer uma administração temporária e tecnocrática para Gaza, focada na desmilitarização e na colossal tarefa de reconstruir o enclave após dois anos de guerra entre Israel e o grupo Hamas. Trump descreveu a iniciativa como "o maior e mais prestigioso Conselho já formado".

Quem mais integra a lista de convidados?

A composição do conselho busca uma ampla representação internacional. Além de Putin, receberam convites:

  • O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
  • O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
  • O secretário de Estado americano, Marco Rubio.
  • O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
  • O presidente da Argentina, Javier Milei.
  • O líder do Egito, Abdel Fattah el-Sisi.
  • O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

A participação de Lula foi confirmada por declarações de seu gabinete, assim como a de outros chefes de Estado listados.

Funções e segunda fase do cessar-fogo

Segundo a Casa Branca, o Conselho da Paz será responsável por discutir e implementar questões críticas para o futuro de Gaza, incluindo o fortalecimento da governança, o restabelecimento de relações regionais, a reconstrução física, a atração de investidores e a mobilização de capital em larga escala.

"Esse órgão estabelecerá a estrutura e administrará o financiamento para a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Palestina conclua seu programa de reformas", explicou a administração Trump. A ideia é criar uma governança moderna que sirva à população local e seja atraente para investimentos internacionais.

O anúncio do conselho coincide com o início da segunda fase do cessar-fogo em Gaza, anunciada na semana passada pelo enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Esta nova etapa prevê:

  1. O estabelecimento de uma administração palestina tecnocrática de transição, chamada Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).
  2. O início do processo completo de desmilitarização e reconstrução da Faixa de Gaza.
  3. O desarmamento de todo o pessoal não autorizado na região.

Witkoff advertiu, em uma publicação na rede social X, que os EUA esperam que o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução dos restos mortais do último refém, sob pena de "sérias consequências".

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, informou que já há um consenso sobre os 15 membros do comitê tecnocrático palestino que governará Gaza temporariamente, embora os nomes ainda não tenham sido divulgados publicamente.