Trump critica aliados da Otan como 'covardes' e rejeita cessar-fogo no Irã
Trump chama Otan de 'covardes' e rejeita cessar-fogo no Irã

Trump rejeita cessar-fogo no Irã e acusa aliados da Otan de covardia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (20) que não deseja um cessar-fogo no Irã, mantendo uma postura firme no conflito em curso. Questionado sobre a possibilidade de Israel encerrar a guerra contra o Irã após a conclusão da ação militar americana, Trump respondeu de forma afirmativa, indicando que acredita nesse cenário.

Críticas aos aliados da Otan

Em um tom contundente, Trump classificou os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como "covardes", alegando que eles "não quiseram entrar na luta" contra o Irã. Essa crítica surge mesmo após países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão terem expressado disposição para auxiliar na liberação do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo.

Segundo Trump, os membros da Otan falharam em apoiar os Estados Unidos em dois fronts principais:

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  • Impedir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.
  • Ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado pelo Irã no início do conflito.

O presidente americano argumentou que, em vez de agir, esses países apenas "reclamam" sobre os altos preços do petróleo, que ele atribui ao bloqueio do estreito.

Importância do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma via marítima vital no Oriente Médio, por onde circulam navios que transportam aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido globalmente. O Irã, localizado em uma das extremidades do estreito, anunciou o fechamento da passagem e tem realizado ataques a embarcações que tentam atravessá-la.

Trump sugerou que seria benéfico se China e Japão colaborassem para garantir a segurança no canal, destacando a necessidade de uma ação coordenada internacionalmente.

Declarações nas redes sociais

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump foi ainda mais incisivo, afirmando: "Sem os EUA, a Otan é um tigre de papel! Eles não quiseram entrar na luta para impedir um Irã com capacidade nuclear. Agora que essa luta está vencida militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz — uma manobra militar simples que é a principal razão para os altos preços do petróleo. É tão fácil para eles fazer isso, com tão pouco risco. COVARDES, e nós VAMOS LEMBRAR!".

Relação desgastada com aliados

Apesar das sinalizações positivas de alguns países, nenhum especificou como planeja ajudar na liberação do Estreito de Ormuz, o que contribui para a tensão nas relações internacionais. Na quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, já havia chamado os aliados europeus de "ingratos", refletindo um desgaste crescente na aliança.

A Otan, uma aliança militar composta por 32 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e nações europeias, enfrenta agora um teste significativo de coesão diante das críticas públicas de seu principal membro.

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