O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 24, a ampliação dos métodos de aplicação da pena de morte em casos federais, incluindo pelotões de fuzilamento, eletrocussão e gás letal. A medida, determinada pelo presidente Donald Trump, visa retomar o uso da punição capital contra criminosos considerados de alta periculosidade.
Procurador-geral critica governo anterior
O procurador-geral interino Todd Blanche afirmou que a administração anterior descumpriu seu dever ao se recusar a solicitar e implementar a punição máxima contra terroristas, assassinos de crianças e de policiais. “Sob o presidente Trump, o Departamento de Justiça volta a fazer cumprir a lei e a se posicionar ao lado das vítimas”, declarou Blanche em comunicado oficial.
Histórico das execuções federais
Em 2020, durante seu primeiro mandato, Trump pôs fim a uma pausa de 17 anos nas execuções federais. Nos últimos seis meses daquele ano, foram realizadas 13 execuções por injeção letal, número superior ao de qualquer outro presidente americano em 120 anos. Antes de deixar a Casa Branca em janeiro de 2025, o presidente democrata Joe Biden, opositor da pena de morte, comutou as sentenças de 37 dos 40 detentos condenados à pena capital em nível federal.
Métodos de execução autorizados
Atualmente, cinco estados dos EUA autorizam o pelotão de fuzilamento, mas apenas a Carolina do Sul utilizou esse método recentemente. Nove estados permitem a eletrocussão, embora não seja usada desde 2020. Dois estados empregaram a hipóxia de nitrogênio, que provoca asfixia por meio de uma máscara conectada a um tanque de gás. Especialistas da ONU classificaram o uso do gás nitrogênio como cruel e desumano.
Contexto da pena de morte nos EUA
A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados americanos, enquanto Califórnia, Oregon e Pensilvânia mantêm moratórias. Os três condenados cujas sentenças não foram comutadas por Biden incluem um dos autores do atentado à maratona de Boston (2013), um homem que assassinou 11 fiéis judeus em 2018 e um supremacista branco que matou nove fiéis negros em uma igreja em 2015.



