Trump completa 1 ano de mandato, ameaça Groenlândia e critica ONU em coletiva
Trump ameaça Groenlândia e critica ONU em coletiva de 1 ano

Trump marca primeiro ano de mandato com ameaças à Groenlândia e críticas à ONU

Em uma entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (20) em Washington, o presidente americano Donald Trump fez um balanço do primeiro ano de seu segundo mandato na Casa Branca. O evento, convocado de última hora, lotou rapidamente a sala com jornalistas, enquanto funcionários distribuíam uma cartilha de 31 páginas listando 365 conquistas do governo.

Renovação de ameaças e foco na Groenlândia

Durante quase duas horas de discurso, Trump celebrou vitórias de seu governo, mas renovou ameaças contra a Groenlândia, território dinamarquês que ele já havia expressado interesse em adquirir. Questionado sobre até onde iria para conseguir o território, o presidente respondeu de maneira enigmática: “Vocês vão descobrir”. Ele afirmou que realizará várias reuniões sobre o assunto nos próximos dias, justificando a necessidade por questões de segurança.

Críticas à ONU e elogios a Lula

Quando perguntado se gostaria que o Conselho da Paz, criado para supervisionar o fim da guerra em Gaza, substituísse a Organização das Nações Unidas (ONU), Trump respondeu: “Talvez sim”. Ele criticou a instituição, dizendo que “a ONU simplesmente não tem sido muito útil”, mas admitiu que deveria continuar devido ao seu potencial.

Sobre o papel do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no Conselho da Paz, Trump confirmou o convite e expressou expectativas positivas: “Eu gosto dele”, concluiu, esperando que Lula desempenhe um grande papel.

Defesa de tarifas e mudança no discurso imigratório

Trump defendeu as políticas tarifárias de seu governo, evitando comentar sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia. Ele afirmou: “Somos um país mais rico do que já fomos por causa das tarifas, e somos também o mais seguro”.

Em um momento notável, o presidente reconheceu erros em abordagens de imigração, citando o caso do assassinato da americana Renee Good em Minneapolis. Isso representa uma mudança em seu discurso, que anteriormente defendia a ação policial como legítima defesa. Trump responsabilizou o ex-presidente Joe Biden pela crise imigratória, acusando-o de permitir a entrada de milhares de estrangeiros criminosos.

Outros temas abordados na coletiva

Além disso, Trump abordou diversos assuntos durante a longa entrevista:

  • Desconversou sobre uma possível ruptura com a Otan, dizendo buscar uma solução que deixe tanto a aliança quanto os Estados Unidos felizes.
  • Anunciou que não comparecerá ao encontro do G7 na França.
  • Elogiou o governo interino na Venezuela, formado por aliados do ditador Nicolas Maduro, afirmando que está “amando o país” e que trabalha bem com os EUA.
  • Fez um discurso semelhante aos de campanha, exaltando pontos que o levaram à reeleição e criticando adversários.

Contexto e repercussões

O Washington Post publicou que a Casa Branca planeja reduzir a participação americana na Otan, afetando cerca de 200 militares em quase 30 organizações da aliança. Essa medida reflete a intenção de Trump de diminuir a presença militar na Europa enquanto aumenta no continente americano.

A coletiva, que não estava originalmente na agenda para marcar o aniversário de um ano de mandato, destacou a postura assertiva e muitas vezes polêmica do presidente, mantendo o tom característico de sua administração.