Trump afasta três altos funcionários em menos de um mês e mira outros três na administração
Trump afasta três altos funcionários e mira outros três na administração

Trump promove mudanças significativas em sua administração em menos de um mês

Em um período inferior a trinta dias, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já realizou a remoção de três altos funcionários de suas posições na administração. De acordo com informações veiculadas pela imprensa norte-americana, outros três responsáveis de alto escalão também podem estar próximos de deixar seus cargos, indicando uma fase de reestruturação significativa.

O início das mudanças: Kristi Noem e a Segurança Interna

Tudo começou no dia 5 de março, quando Donald Trump utilizou sua rede social, a Truth Social, para anunciar que Kristi Noem, então secretária de Segurança Interna, seria substituída por Markwayne Mullin, senador pelo estado de Oklahoma. No entanto, Noem não foi exatamente demitida, mas sim afastada do cargo, passando a atuar como “Enviada Especial para o Escudo das Américas”. Seu novo trabalho, iniciado ainda em março, envolve visitar países da América do Sul com o objetivo de combater cartéis de drogas e a imigração ilegal.

A saída de Pam Bondi e a Procuradoria-Geral

Em seguida, foi a vez de Pam Bondi, descrita por Trump como uma “grande patriota e amiga leal”, ser afastada do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos na quinta-feira, 2 de abril. O anúncio oficial também foi feito através da Truth Social, onde o ex-presidente afirmou que Bondi realizou um “trabalho excepcional”. Ela será substituída por Todd Blanche, vice-procurador-geral e ex-advogado de Trump no caso dos pagamentos secretos à atriz pornô Stormy Daniels. Similarmente a Noem, Bondi foi apenas afastada do cargo, com Trump declarando: “Adoramos a Pam, e ela fará a transição para um novo trabalho muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve”.

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Segundo a imprensa norte-americana, Trump estaria ficando frustrado com Bondi em várias frentes, especialmente pela forma como lidou com os documentos do caso Epstein e pelo fato de não ter investigado um número suficiente de adversários pessoais e políticos do presidente.

O chefe do Estado-Maior do Exército e a ordem de saída

Horas depois do afastamento de Bondi, foi a vez do chefe do Estado-Maior do Exército receber a ordem de saída. Ao que tudo indica, sem um novo cargo já definido para suavizar a transição. A decisão teria partido do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que convidou o general Randy George a se aposentar antecipadamente. O militar ocupava o cargo desde agosto de 2023, ainda durante o governo de Joe Biden. De acordo com a CBS News, citando uma fonte anônima, Hegseth deseja alguém no comando do Estado-Maior do Exército que implemente a visão do governo de Donald Trump para o setor. Até o momento, ainda não foi anunciado o substituto do general Randy George.

Próximos alvos: diretor do FBI e outros altos funcionários

As mudanças do último mês, no entanto, não devem parar por aí. De acordo com a revista The Atlantic, Trump tem outros três altos responsáveis da sua administração na mira, incluindo o diretor do FBI (Departamento Federal de Investigação). O veículo, citando várias fontes da Casa Branca próximas ao assunto (que permanecem anônimas), afirma que há discussões em andamento envolvendo o diretor do FBI, Kash Patel, o secretário do Exército, Daniel Driscoll, e a secretária do Trabalho, Lori Chavez-DeRemer.

Por enquanto, acrescentam as fontes, Donald Trump ainda não decidiu se irá afastar esses três funcionários de seus cargos, nem quando isso pode acontecer. A única coisa que parece certa, segundo elas, é que o lema não oficial de Trump durante a campanha presidencial, “no scalps” (a recusa em demitir ou afastar funcionários), já não está mais em vigor.

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Contexto e motivações por trás das demissões

Inicialmente, Trump estaria relutante em demitir seus secretários mais próximos, acreditando que essas decisões poderiam ser vistas como concessões aos democratas e à imprensa. No entanto, o crescente descontentamento da população norte-americana com suas políticas, refletido em pesquisas frequentes, o levou a começar por Noem — devido à polêmica envolvendo o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega). A reação positiva ao afastamento de Noem teria sido o que o incentivou a também afastar Bondi.

Ainda assim, alguns conselheiros próximos alertaram que as duas demissões consecutivas podem ser interpretadas como uma tentativa de afastar mulheres “atraentes”, enquanto mantém os homens em sua administração, levantando questões sobre a dinâmica de gênero nas decisões de Trump.