Secretário de Defesa de Trump recita versículo falso de 'Pulp Fiction' como se fosse da Bíblia
Secretário de Trump cita 'Pulp Fiction' como Bíblia em reunião

Secretário de Defesa americano confunde filme cult com texto sagrado em discurso oficial

Em um episódio que mistura política, cultura pop e religião, o Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, protagonizou uma situação inusitada durante uma reunião oficial nesta quarta-feira, 16 de abril de 2026. O alto funcionário do governo americano, acreditando estar citando as escrituras sagradas, recitou na verdade um texto adaptado do clássico cinematográfico Pulp Fiction: Tempo de Violência, dirigido por Quentin Tarantino em 1994.

Oração oficial com referência cinematográfica

O incidente ocorreu durante uma reunião no Pentágono sobre o resgate de um piloto americano no Irã. Encabeçando uma prece coletiva, Hegseth apresentou o texto como sendo o versículo Ezequiel 25:17 da Bíblia, mas as palavras que pronunciou eram uma versão modificada do famoso monólogo do personagem Jules Winnfield, interpretado por Samuel L. Jackson no filme de Tarantino.

A versão recitada por Hegseth incluía:

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  1. "O caminho do aviador abatido é repleto de obstáculos, por todos os lados, devido às injustiças dos egoístas e à tirania dos homens maus."
  2. "Abençoado seja aquele que, em nome da camaradagem e do dever, guia os perdidos pelo vale da escuridão."
  3. "Pois ele é verdadeiramente o guardião de seu irmão e o protetor das crianças perdidas."
  4. "E eu me vingarei com grande fúria e ira daqueles que tentarem capturar e destruir meu irmão."
  5. "E vocês saberão que meu sinal é a missão Sandy 1 quando eu exercer minha vingança sobre vocês. Amém."

Diferença entre o texto bíblico e a citação cinematográfica

O verdadeiro versículo Ezequiel 25:17, conforme encontrado nas escrituras sagradas, é significativamente mais breve e direto: "Executarei neles grande vingança e os castigarei na minha ira. Então, quando eu me vingar deles, saberão que eu sou o Senhor".

Em contraste, a versão de Pulp Fiction, que Hegseth parafraseou, apresenta um texto muito mais elaborado e dramático, característico do estilo de Quentin Tarantino. No filme, o personagem de Samuel L. Jackson recita essas palavras antes de executar um homem, em uma das cenas mais icônicas do cinema contemporâneo.

Repercussão e constrangimento político

O episódio rapidamente ganhou destaque nas redes sociais e na imprensa internacional, com muitos comentaristas destacando o constrangimento da situação. O jornalista Ed Krassenstein compartilhou o vídeo do discurso com a legenda: "Uau, isso é constrangedor! Pete Hegseth citou um versículo falso da Bíblia de Pulp Fiction em um discurso e sessão de oração no Pentágono ontem".

A situação levanta questões sobre a preparação de discursos oficiais e a familiaridade de figuras públicas com referências culturais e religiosas. Hegseth, que ocupa um dos cargos mais importantes do governo americano, demonstrou inadvertidamente como elementos da cultura pop podem se infiltrar em contextos formais e solenes.

O filme Pulp Fiction, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de Melhor Roteiro Original, continua a exercer influência cultural décadas após seu lançamento. A cena em questão, onde o personagem Jules Winnfield recita sua versão do "versículo bíblico", é frequentemente citada como uma das mais memoráveis da história do cinema.

Este incidente ilustra como referências cinematográficas podem transcender o entretenimento e aparecer em contextos inesperados, mesmo nas mais altas esferas do poder político internacional.

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