Rejeição de Messias ao STF fortalece Moraes e mantém maioria na Corte
Rejeição de Messias fortalece Moraes e mantém maioria

A rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma vitória significativa para o ministro Alexandre de Moraes e evidencia a profunda divisão interna na Corte. A análise é da jornalista Ana Flor, apresentada no podcast O Assunto desta quinta-feira (30). O episódio aborda a derrota histórica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, que culminou com a não aprovação de Messias para o cargo de ministro do STF.

O contexto da rejeição

Segundo Ana Flor, Moraes não desejava a ida de Messias para a Corte. O ministro, assim como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, preferia a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB). Nos bastidores, há relatos de jantares semanais entre os três, indicando uma aliança estratégica. A rejeição de Messias também foi influenciada pelo ambiente conflagrado no Judiciário e no Congresso, devido às investigações do caso Master.

“Por conta do caso Master, hoje há um antagonismo dentro do Supremo: Alexandre de Moraes de um lado — ele que também é pressionado a explicar conversas com Vorcaro — e do outro lado André Mendonça, que é o relator e que ganhou poder de uns tempos para cá dentro do Supremo que toca as investigações”, explica Ana Flor. “E quem era o maior padrinho dentro do Supremo de Messias? André Mendonça”.

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A divisão no STF

De acordo com a jornalista, atualmente André Mendonça tem minoria no plenário em relação a Moraes. Do lado do ministro da 1ª Turma estão Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e, muitas vezes, Dias Toffoli. “Essa derrota de Messias é vitória de Alexandre de Moraes. Nesse sentido, Moraes consegue garantir por mais um tempo, muito provavelmente, uma maioria no plenário”, afirma.

Ainda segundo Ana Flor, há relatos de que a ida de Messias para o Supremo desequilibraria a balança que atualmente pende para o lado de Moraes. “E Messias, do lado de André Mendonça, iria pesar e dar mais poder para esse grupo”, conclui a jornalista. A manutenção da maioria de Moraes no plenário é vista como um fator crucial para os próximos julgamentos e decisões da Corte.

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