Albânia em Chamas: Protestos Violentos Exigem Renúncia de Premiê Após Escândalo de Corrupção
Protestos Violentos na Albânia Exigem Renúncia de Premiê

Albânia em Crise: Protestos Violentos Abalam Tirana e Exigem Renúncia do Governo

O cenário político da Albânia foi tomado por uma onda de violência e tensão nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, quando milhares de manifestantes entraram em confronto direto com as forças policiais nas ruas de Tirana, a capital do país. Os protestos, que se espalharam por várias regiões, representam o ponto mais alto de uma escalada nas tensões políticas que começou em dezembro, com pedidos fervorosos pela renúncia do primeiro-ministro Edi Rama.

Confrontos Intensos e Cenas de Caos na Frente do Parlamento

Vídeos divulgados pelo jornal albanês Panorama capturaram a intensidade dos embates, mostrando cenas dramáticas de confronto entre manifestantes e policiais em frente ao Parlamento albanês. Nos registros, é possível observar coquetéis molotovs sendo lançados contra as autoridades, que responderam com jatos d’água em uma tentativa de dispersar a multidão. Em outro momento, ativistas dispararam fogos de artifício contra o prédio do gabinete do primeiro-ministro, simbolizando a raiva crescente contra o governo.

Na praça principal de Tirana, os protestantes carregavam faixas e bandeiras com mensagens contundentes contra Edi Rama, gritando em uníssono: "Rama, vá para casa. Esse governo corrupto deve renunciar". Essas manifestações marcam a mais nova e significativa ameaça à estabilidade do longo governo de Rama, que ocupa o cargo de premiê desde 2013, desafiando sua liderança em um momento crítico.

Escândalo de Corrupção Envolve Vice-Premiê e Alimenta Revolta Popular

A revolta popular ganhou força após denúncias graves de corrupção que atingiram a vice-premiê Belinda Balluku, acusada de fraudar licitações públicas para favorecer empresas específicas em grandes projetos de infraestrutura. Em novembro, um tribunal anticorrupção suspendeu Balluku devido a essas irregularidades, mas ela foi reintegrada temporariamente pelo Tribunal Constitucional do país, o que apenas aumentou a indignação pública.

Edi Rama defendeu sua vice, classificando a suspensão como um "ato brutal de interferência no executivo", enquanto Balluku negou veementemente as acusações. No entanto, a crise se aprofundou nesta semana, quando o Gabinete Especial de Procuradoria, responsável pelo combate à corrupção e ao crime organizado na Albânia, pediu a revogação da imunidade parlamentar de Balluku, visando sua prisão.

Instabilidade Política e Futuro Incerto para o Governo Albanês

Ainda não está claro quando o Parlamento, controlado pelo Partido Socialista de Rama, irá analisar o pedido de revogação da imunidade de Balluku ou se haverá qualquer votação sobre o tema. Essa incerteza contribui para um cenário de instabilidade política que desafia não apenas o governo, mas também a estabilidade geral do país, colocando a Albânia em um momento decisivo de sua história recente.

Os protestos violentos e as denúncias de corrupção destacam as profundas divisões e o descontentamento popular, sugerindo que a crise pode se prolongar e exigir respostas concretas das autoridades para restaurar a confiança pública e a ordem nas ruas.