A crise política e social no Irã atingiu um novo e perigoso patamar nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, com repercussões internacionais diretas. Enquanto isso, no cenário doméstico brasileiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou mais uma derrota jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF).
Irã: Tensão global e reviravolta de Trump
A onda de protestos que varre o país do Oriente Médio desde o dia 28 de dezembro já causou um número trágico de vítimas. Cerca de duas mil pessoas morreram em pouco mais de quinze dias de manifestações e confrontos, marcando um dos episódios mais sangrentos da recente história iraniana.
Neste novo capítulo de tensão global, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou uma decisão drástica. Ele decidiu cortar o diálogo com o governo iraniano e, em uma declaração que amplificou a crise, incentivou publicamente os manifestantes a tomarem as instituições do país. Esta posição representa uma reviravolta completa em relação à postura que ele havia adotado no domingo, 11 de janeiro, quando se colocou à disposição para negociar com Teerã.
O governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, se manifestou por meio do Itamaraty. A chancelaria brasileira defendeu um "diálogo pacífico" para resolver a crise e afirmou que cabe exclusivamente ao povo iraniano decidir os rumos de sua nação, mantendo uma posição de não intervenção.
Bolsonaro: Novo revés no Supremo Tribunal Federal
Em paralelo aos eventos internacionais, o cenário político-judiciário brasileiro registrou um importante desfecho. O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu mais uma derrota no STF. O ministro Alexandre de Moraes rejeitou um novo recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro, que continua tentando reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-mandatário.
Os advogados de Bolsonaro não apenas tiveram o recurso negado, como também falharam na tentativa de levar o caso para julgamento no plenário da Corte. O ministro Moraes argumentou, de forma categórica, que o processo já transitou em julgado. Isso significa, em termos jurídicos, que não há mais prazos ou possibilidades para a apresentação de novos recursos, tornando a decisão final e definitiva.
Conclusão: Um dia de decisões impactantes
O dia 13 de janeiro de 2026 ficou marcado por dois eventos de grande peso. No plano internacional, a escalada dos protestos no Irã e a radicalização da posição norte-americana elevam o risco de uma instabilidade ainda maior na região. Internamente, a decisão do STF consolida um dos capítulos mais significativos da justiça brasileira sobre casos de figuras políticas de alto escalão, encerrando uma batalha judicial específica contra o ex-presidente. Ambos os casos seguem sendo centrais para entender as dinâmicas de poder e conflito em seus respectivos contextos.