Uma nova pesquisa do consórcio AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, revela sinais de fadiga eleitoral em relação aos principais candidatos à Presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, realizado com 5.008 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 22 e 27 de abril, testou cenários alternativos para avaliar o desgaste dos nomes mais conhecidos.
Cenários sem Lula
Embora a possibilidade de Lula não disputar a reeleição pareça remota, a pesquisa especulou com essa hipótese. Foram listados Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente, e Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, como adversários de Flávio Bolsonaro. O resultado é curioso: com ou sem Lula no páreo, nada muda significativamente. As dificuldades de Bolsonaro permanecem praticamente as mesmas. Ele empata tecnicamente com Lula e Alckmin, dentro da margem de erro, e obtém uma pequena vantagem de 3,8 pontos percentuais sobre Haddad.
Rejeição elevada
A pesquisa é pontuada por sinais claros de cansaço eleitoral. Quase metade dos eleitores (47,3%) afirma ter medo do futuro com uma eventual reeleição de Lula, enquanto 45,4% declaram temor com uma possível vitória de Flávio Bolsonaro. Esses números indicam que ambos os candidatos enfrentam forte rejeição entre o eleitorado.
A alta e persistente rejeição aos nomes mais conhecidos sugere que a eleição de 2026 segue indefinida. Um contingente significativo, superior a 40% dos eleitores, está disposto a mudar a intenção de voto. Isso abre espaço para novos jogadores no cenário político.
Novos nomes em campo
Entre os novos nomes que podem influenciar a disputa estão Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Além deles, Ciro Gomes (PSDB) ainda não definiu sua participação. Tudo indica que a campanha eleitoral será marcada por reviravoltas e fortes emoções, com um eleitorado cansado das opções tradicionais.
O levantamento reforça a percepção de que a eleição presidencial de 2026 está longe de ser definida, com um cenário fragmentado e uma parcela relevante de eleitores abertos a novas alternativas.



