Papa Leão XIV manifesta profunda preocupação com crise no Irã e defende diálogo
O papa Leão XIV afirmou, durante o Angelus deste domingo (1º de março de 2026), que acompanha com "profunda preocupação" a crise no Irã. O pontífice alertou que a estabilidade e a paz não podem ser construídas com ameaças mútuas ou armas, mas apenas por meio de um "diálogo razoável, autêntico e responsável".
Contexto da declaração papal
A declaração ocorreu no dia seguinte ao início de uma operação militar conjunta dos Estados Unidos e Israel, que resultou na morte do guia supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Khamenei comandava o Irã desde 1989, e sua morte em um ataque militar elevou as tensões na região do Oriente Médio a níveis críticos.
Falando da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano, Leão XIV destacou: "Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável".
Apelo por diplomacia e oração pela paz
O papa ainda expressou o desejo de que "a diplomacia recupere o seu papel" e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica baseada na justiça. "E que continuemos a rezar pela paz", salientou, reforçando a importância da fé e da união em momentos de conflito.
Durante o mesmo evento, Robert Prevost, um alto representante do Vaticano, também comentou as "notícias preocupantes" do conflito entre Paquistão e Afeganistão, suplicando "para que se regresse urgentemente ao diálogo". Prevost enfatizou: "Rezemos juntos, para que prevaleça a concórdia em todos os conflitos do mundo. Só a paz, dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos".
Pedido anterior do embaixador iraniano
No sábado (28 de fevereiro), o embaixador do Irã no Vaticano, Mohammad Hossein Mokhtari, havia pedido publicamente que o papa condenasse, "com base nos ensinamentos religiosos", a "agressão" promovida por Estados Unidos e Israel contra o país. Esse pedido antecedeu a declaração do papa, que, embora não tenha condenado explicitamente a ação militar, focou em apelos por diálogo e paz.
A crise no Irã e as tensões regionais continuam a ser monitoradas de perto pela comunidade internacional, com o Vaticano desempenhando um papel ativo na promoção de soluções pacíficas e na defesa dos direitos humanos em meio a conflitos armados.
