Opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa é novamente detido após 12 horas de liberdade
Opositor venezuelano é detido novamente após 12 horas livre

Opositor venezuelano é novamente detido após 12 horas de liberdade

O político opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa, de 61 anos, foi novamente detido pelas autoridades do país após passar apenas 12 horas em liberdade. A prisão ocorreu no domingo, 8 de fevereiro, e foi confirmada pela Procuradoria-Geral da Venezuela, que revogou a medida cautelar que havia concedido ao opositor.

Denúncia de sequestro e confirmação oficial

Inicialmente, o filho de Guanipa, Ramón Guanipa, denunciou nas redes sociais que o pai havia sido sequestrado por um grupo de aproximadamente 10 pessoas armadas no bairro Los Chorros, em Caracas. A líder da oposição, María Corina Machado, também alertou sobre o caso, exigindo a libertação imediata do político.

No entanto, a Procuradoria-Geral emitiu um comunicado confirmando a detenção, alegando que Guanipa descumpriu as condições impostas para sua libertação. Embora as condições específicas não tenham sido divulgadas, é comum que medidas cautelares na Venezuela incluam a proibição de conceder entrevistas à imprensa, algo que o opositor fez após ser solto.

Contexto da libertação e prisão anterior

Juan Pablo Guanipa havia sido libertado horas antes, após passar oito meses na prisão. Sua detenção original ocorreu em maio de 2025, dois dias antes das eleições regionais e legislativas, no âmbito da Operação Tun Tun, uma ação de segurança do governo venezuelano.

Guanipa é um advogado e ex-deputado da Assembleia Nacional, com uma longa trajetória na liderança da oposição. Sua prisão inicial foi anunciada publicamente pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, que exibiu um vídeo da captura.

Onda de libertações de presos políticos

O caso de Guanipa ocorre em meio a uma onda de libertações de presos políticos na Venezuela. Segundo a ONG Foro Penal, neste domingo houve pelo menos 35 libertações verificadas, incluindo seis pessoas das equipes de campanha de María Corina Machado.

Desde a intervenção militar dos Estados Unidos no território venezuelano em 3 de janeiro, dezenas de detidos foram soltos. A presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que mais de 600 prisioneiros foram libertados, embora a ONG Foro Penal considere esse número inflado.

Lista de outros opositores libertados

Entre os libertados neste domingo estão:

  • Perkins Rocha, advogado da equipe jurídica de María Corina Machado, preso desde agosto de 2024.
  • Dignora Hernández, secretária política do partido Vente Venezuela.
  • María Oropeza, chefe do Comando ConVenezuela e coordenadora do Vente Venezuela no estado de Portuguesa.
  • Luis Tarbay, coordenador das equipes internacionais do comando.
  • Catalina Ramos, coordenadora nacional de associações cidadãs do partido Vente Venezuela.

A situação política na Venezuela continua tensa, com a oposição denunciando perseguições e o governo justificando ações com base em alegações de descumprimento de medidas legais.