Hong Kong condena opositor chinês a 20 anos de prisão sob lei de segurança nacional
Opositor chinês condenado a 20 anos de prisão em Hong Kong

Opositor do governo chinês é condenado em Hong Kong a 20 anos de prisão

A Justiça de Hong Kong impôs uma sentença de 20 anos de prisão a Jimmy Lai, um dos principais críticos do governo chinês, em um caso que reacendeu o debate sobre liberdades na região. O magnata pró-democracia, de cidadania britânica, foi condenado por arquitetar um complô internacional para desestabilizar Hong Kong, conforme a acusação apresentada durante o julgamento.

Detalhes do julgamento e condenação

Preso há mais de cinco anos, Jimmy Lai chegou ao tribunal em um comboio, onde três juízes anunciaram a pena longe das câmeras. A sentença é a mais severa já aplicada sob a controversa lei de segurança nacional, aprovada em 2020 após meses de manifestações por mais liberdade na ilha, que foi colônia britânica e agora está sob controle chinês.

Durante o processo, Lai foi acusado de pedir sanções estrangeiras contra Hong Kong e a China, incluindo em encontros com figuras políticas americanas, como o então vice-presidente Mike Pence e o então secretário de Estado Mike Pompeo. Ele confirmou as reuniões em Washington, mas afirmou que serviram para relatar a situação no território.

Reações internacionais e preocupações

O caso gerou uma onda de críticas globais. Marco Rubio, atual secretário de Estado americano, descreveu a condenação como uma conclusão injusta e trágica, destacando a disposição da China para silenciar defensores de liberdades fundamentais. Reino Unido, União Europeia, Austrália, Japão e Taiwan também expressaram preocupação.

O Escritório da ONU para os Direitos Humanos pediu a libertação de Lai e a anulação imediata da sentença, considerando-a incompatível com o direito internacional. A Anistia Internacional acusou a China de transformar Hong Kong de uma cidade governada pela lei em uma governada pelo medo.

Impacto pessoal e resposta chinesa

A família de Jimmy Lai ressaltou que ele tem 78 anos, e que, em 20 anos, estará perto dos 100. Seu filho resumiu a situação dizendo: Então, basicamente, é uma sentença de morte. Do lado de fora do tribunal, um acampamento se formou em protesto.

Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Lai mereceu ser severamente punido de acordo com a lei, classificando o caso como um assunto interno de Hong Kong e pedindo que outros países parem de fazer comentários irresponsáveis.

Este caso volta a chamar a atenção global para a situação política em Hong Kong, levantando questões sobre direitos humanos e a aplicação da lei de segurança nacional na região.