México anuncia envio de ajuda humanitária a Cuba em meio a crise energética
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, que seu governo vai enviar ajuda humanitária a Cuba. A remessa, que deve ser entregue até a próxima segunda-feira, incluirá alimentos e suprimentos básicos, ocorrendo em meio ao agravamento da crise energética e humanitária enfrentada pela ilha.
Coletiva no Palácio Nacional
Durante sua coletiva matinal no Palácio Nacional, na Cidade do México, Sheinbaum afirmou: "Estamos planejando enviar essa ajuda ainda neste fim de semana ou, no máximo, até segunda-feira". O anúncio surge em um contexto de alertas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a rápida deterioração da situação em Cuba.
Negociações para retomar fornecimento de petróleo
Além da assistência emergencial, a presidente mexicana destacou que o governo mantém negociações diplomáticas para retomar o fornecimento de petróleo a Cuba. As remessas foram suspensas em meados de janeiro devido a pressões do governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump.
Washington ameaçou impor tarifas a países que forneçam combustível ao regime cubano, classificado pela Casa Branca como uma "ameaça extraordinária" à segurança nacional americana. Sheinbaum comentou: "Evidentemente não queremos sanções contra o México, mas estamos em processo de negociação. Por ora, a ajuda humanitária será enviada".
Alerta da ONU sobre colapso humanitário
Na quarta-feira, 4 de fevereiro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu para o risco de um colapso humanitário em Cuba caso o país não consiga importar petróleo suficiente. Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, a escassez de combustível compromete serviços essenciais como:
- Hospitais
- Abastecimento de água
- Transporte público
- Distribuição de alimentos
Dujarric afirmou: "O secretário-geral está muito preocupado com a situação humanitária em Cuba, que pode se agravar severamente — ou mesmo entrar em colapso — se suas necessidades de petróleo não forem atendidas".
Crise intensificada por política americana
A crise se intensificou nas últimas semanas com o endurecimento da política americana em relação a Cuba. Trump voltou a atacar Havana, classificando o país como uma "nação falida", e afirmou que Cuba deixou de contar com apoio financeiro e energético da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro.
Fontes do governo mexicano afirmaram à agência Reuters que autoridades avaliam alternativas para fornecer combustível à ilha sem provocar retaliações comerciais por parte dos Estados Unidos. Este movimento diplomático busca equilibrar a assistência humanitária com a manutenção de relações comerciais estáveis.
O envio de ajuda pelo México representa um gesto de solidariedade internacional em um momento crítico, destacando os desafios geopolíticos envolvidos na crise cubana. A situação continua a ser monitorada de perto por organizações internacionais e governos regionais.



