Lula critica Trump na Alemanha: 'Mundo não pode se curvar a presidente que faz guerra pelo Twitter'
Lula critica Trump: 'Mundo não pode se curvar a presidente'

Lula volta a criticar Trump em discurso na Alemanha e questiona papel de líderes globais

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou uma plataforma internacional para renovar suas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante discurso proferido neste domingo, 19 de abril de 2026, na Feira de Hannover, na Alemanha, o mandatário brasileiro fez duras declarações sobre o comportamento do líder americano em meio ao cenário de tensões globais.

Discurso enfático sobre multilateralismo e soberania

Em meio ao aumento dos conflitos internacionais, particularmente no Oriente Médio, Lula afirmou com veemência que o mundo não pode se curvar ao comportamento de um presidente que acredita poder tomar decisões graves através de redes sociais. "A única coisa que nós queremos é certeza de que a nossa relação será uma relação pensando no fortalecimento da democracia, pensando no fortalecimento do multilateralismo e pensando no respeito à integridade territorial e da soberania do povo de cada país", declarou o petista durante seu pronunciamento.

Contradição entre avanço tecnológico e crises humanitárias

O presidente brasileiro fez uma série de críticas à escala da violência no mundo contemporâneo, lamentando o número recorde de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial. Lula destacou a contradição evidente entre o avanço tecnológico da humanidade e as crises humanitárias que persistem. "Enquanto astronautas sobrevoam a Lua, bombardeios matam de forma indiscriminada civis, mulheres e crianças no Oriente Médio", observou com preocupação.

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Questionamento direto a líderes globais

O discurso de Lula foi além das críticas a Trump e incluiu um questionamento direto a outros líderes mundiais. O presidente brasileiro citou nominalmente Vladimir Putin da Rússia, Xi Jinping da China, Emmanuel Macron da França e o próprio Donald Trump, cobrando intervenções mais efetivas pelo fim dos conflitos. "É de se perguntar ao presidente Trump, ao presidente Putin, ao presidente Xi Jinping, ao presidente Macron e ao primeiro ministro do Reino Unido para que serve o Conselho de Segurança da ONU?", indagou Lula durante seu pronunciamento.

O mandatário brasileiro continuou seu questionamento: "Por que vocês não se reúnem e não param com essas guerras? Por que não destinar o dinheiro que está fazendo guerra, matando e destruindo para a gente poder cuidar dos milhões de flagelados que estão andando pelo mundo à procura de um país que os receba?". Estas palavras refletem a posição do Brasil em defesa de soluções diplomáticas e da redistribuição de recursos para causas humanitárias.

Confronto que vem se intensificando

O enfrentamento retórico entre Lula e Trump não é inédito e vem escalando significativamente nos últimos dias. Apenas no sábado anterior, 18 de abril, durante uma reunião em Barcelona, na Espanha, o presidente brasileiro já havia afirmado que "nenhum presidente do mundo, por maior que seja o seu país, tem o direito de ficar impondo regra a outros países". Esta declaração antecedeu o discurso na Alemanha e demonstra uma postura consistente do governo brasileiro em relação à política externa americana.

O pronunciamento na Feira de Hannover ocorreu em um contexto internacional particularmente delicado, com múltiplos focos de tensão geopolítica e humanitária. A fala de Lula reforça a posição do Brasil como defensor do multilateralismo e da soberania nacional, princípios que têm guiado a política externa do atual governo. A crítica ao uso de redes sociais para decisões de estado representa uma preocupação crescente entre líderes internacionais sobre a diplomacia digital e seus impactos nas relações entre nações.

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