O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial. Durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo, Lula enfatizou que a atividade será conduzida com responsabilidade para minimizar impactos ambientais.
Defesa da soberania nacional
“Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia do que nós”, declarou Lula, ressaltando o compromisso do governo com a preservação ambiental. Para o presidente, a exploração é crucial para garantir a soberania nacional e evitar que a região seja alvo de interesses estrangeiros. Ele citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como exemplo: “Daqui a pouco o Trump acha que é dele e vai lá. Ele achou que o Canadá era dele, a Groenlândia era dele, o Golfo do México era dele. Quem garante que ele não vá dizer que a Margem Equatorial é dele também? Então nós vamos ocupar e explorar petróleo com a maior responsabilidade para fazer com que esse dinheiro possa ser revertido para garantir o futuro desse país.”
Licença do Ibama e potencial petrolífero
A Petrobras obteve, no ano passado, a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar a pesquisa exploratória na Margem Equatorial. A região, situada no norte do Brasil, é considerada o novo pré-sal devido ao seu enorme potencial petrolífero. A exploração na área promete gerar recursos significativos para o desenvolvimento do país, desde que realizada com rigorosos padrões de segurança ambiental.
A declaração de Lula ocorre em meio a tensões geopolíticas e ambientais, com críticos alertando para riscos de danos ao ecossistema amazônico. No entanto, o presidente reiterou que o governo prioriza a sustentabilidade e a responsabilidade em todas as etapas do processo.



