Mergulhadores encontraram mais quatro corpos do grupo de italianos que desapareceu durante a exploração de cavernas submarinas no Oceano Índico, nas Ilhas Maldivas. O país tropical, com meio milhão de habitantes e mais de mil ilhas de águas turquesa e corais, aguarda a recuperação dos corpos das vítimas, que morreram na quinta-feira (14) no fundo do oceano.
Detalhes do acidente
O atol de Vaavu, nas Maldivas, é conhecido por suas cavernas profundas. A entrada do sistema de cavernas Dhekunu Kandu está em uma parede externa, a 55 metros de profundidade. O local possui três câmaras principais ao longo de 200 metros, seguidas por passagens mais estreitas e muito profundas. A água é cristalina, mas a luz não penetra no interior da caverna, e as correntes são fortes.
Na quinta-feira (14), a tripulação do barco deu o alerta quando os mergulhadores não retornaram à superfície. Um dos corpos foi encontrado no dia seguinte. No sábado (16), um mergulhador das Forças de Defesa das Maldivas morreu durante a operação de resgate, vítima de doença descompressiva.
Operação de resgate
Nesta segunda-feira (18), três especialistas finlandeses conseguiram localizar os outros quatro corpos após passar três horas no fundo do mar. As autoridades investigam agora as causas do acidente. O grupo utilizava equipamentos que reciclam o ar, e uma das hipóteses é uma falha no sistema de filtragem.
Os mergulhadores não eram turistas, mas sim participantes de uma expedição científica. Quatro deles eram ligados à Universidade de Gênova, incluindo a professora de Ecologia Marinha Monica Montefalcone, sua filha e dois pesquisadores. O quinto italiano era um instrutor de mergulho. Todas as vítimas eram mergulhadores experientes e estudavam os efeitos das mudanças climáticas no ecossistema das Maldivas.
O acidente causou grande comoção na Itália.



