O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi apontado como figura central para a concretização do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A atribuição partiu de duas importantes lideranças: o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e a principal autoridade da União Europeia.
Reconhecimento em reunião no Itamaraty
O reconhecimento público ocorreu durante um encontro entre Lula e Santiago Peña, realizado no Palácio Itamaraty, em Brasília, no dia 18 de janeiro de 2026. Na ocasião, os dois mandatários, juntamente com o chefe da UE, destacaram o esforço e a capacidade de articulação do presidente brasileiro para destravar as negociações do tratado, que estão em discussão há anos.
A reunião serviu para alinhar posições e reforçar o compromisso dos países do bloco sul-americano com a parceria. A imagem do encontro, registrada pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, circulou nas redes sociais, inclusive em uma publicação no perfil do deputado Alencar Santana.
O peso da liderança brasileira
Analistas políticos veem a declaração como um reflexo do reposicionamento do Brasil no cenário internacional. A volta do país às discussões globais sob a gestão de Lula é considerada um fator vital para destravar impasses que impediam a finalização do acordo.
O tratado entre Mercosul e União Europeia é um dos maiores acordos comerciais do mundo em negociação. Sua implementação promete criar um mercado integrado de centenas de milhões de consumidores, com impactos significativos em setores como:
- Agronegócio e comércio de produtos industrializados
- Cooperação regulatória e técnica
- Desenvolvimento sustentável e meio ambiente
Próximos passos e expectativas
Com o protagonismo brasileiro reafirmado, a expectativa é que as tratativas ganhem novo fôlego. O apoio explícito do Paraguai, que exerce a presidência pro tempore do Mercosul, e o endosso da União Europeia criam um ambiente mais favorável para superar os últimos obstáculos.
O acordo é visto como uma oportunidade histórica para ampliar o fluxo comercial, atrair investimentos e fortalecer os laços políticos e econômicos entre os dois blocos. O papel de Lula, agora publicamente reconhecido por seus pares, será crucial nos desdobramentos das próximas semanas, que podem definir o futuro dessa parceria estratégica.