Irã anuncia novo órgão de controle no estreito de Ormuz
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou, nesta segunda-feira (18), a criação de um novo órgão destinado a aprovar o trânsito de navios e cobrar taxas no estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A medida ocorre em meio a crescentes tensões internacionais, especialmente com os Estados Unidos, que têm pressionado Teerã a manter a livre navegação na região.
Detalhes da nova entidade
Segundo autoridades iranianas, o organismo será responsável por regular o fluxo de embarcações que atravessam o estreito, além de arrecadar taxas de passagem. A decisão foi tomada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional, que não forneceu maiores detalhes sobre a estrutura ou o cronograma de implementação do novo órgão. Analistas apontam que a medida pode agravar ainda mais as relações com potências ocidentais, que dependem do estreito para o transporte de petróleo e gás.
Reações internacionais
A criação do órgão gerou reações imediatas. Os Estados Unidos, que já demonstraram interesse em negociações de paz com o Irã, criticaram a decisão, classificando-a como uma tentativa de restringir a liberdade de navegação. Em contrapartida, Teerã afirmou que só dialogará se Washington demonstrar seriedade em suas propostas. A União Europeia também manifestou preocupação, pedindo que o Irã respeite o direito internacional marítimo.
Impactos econômicos e geopolíticos
O estreito de Ormuz é uma passagem vital para o comércio global, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer restrição ao tráfego pode elevar os preços dos combustíveis e desestabilizar economias dependentes da energia do Oriente Médio. Especialistas alertam que a medida iraniana pode levar a um aumento das tensões militares na região, com possíveis confrontos entre a Marinha iraniana e forças navais estrangeiras.
Contexto regional
A decisão ocorre em um cenário de conflitos no Oriente Médio, incluindo a guerra no Irã e as negociações entre Israel e Líbano. O Brics, grupo que reúne potências emergentes, expôs divergências sobre o conflito iraniano em reunião recente na Índia, sem emitir declaração conjunta. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a China está alinhada com Washington sobre a necessidade de o Irã reabrir o estreito de Ormuz.



