G7 convoca reunião de emergência para conter preço do petróleo acima de US$ 100
G7 discute reservas emergenciais com petróleo acima de US$ 100

G7 convoca reunião urgente para enfrentar crise do petróleo após preços superarem US$ 100

O Grupo dos Sete (G7), que reúne as nações mais ricas do mundo, realizou uma teleconferência de emergência nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, para discutir medidas imediatas visando conter a disparada dos preços do petróleo. O barril ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez desde 2022, impulsionado pelo conflito em curso no Oriente Médio.

Liberação de reservas emergenciais é principal pauta

De acordo com informações do jornal britânico Financial Times, o tema central da reunião coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE) foi a possível liberação das reservas estratégicas de petróleo mantidas pelos países membros. Fontes consultadas pela publicação indicaram que três nações do G7, incluindo os Estados Unidos, já manifestaram apoio à medida.

Autoridades americanas propuseram uma liberação na faixa de 300 a 400 milhões de barris, o que representaria entre 25% e 35% do total de 1,2 bilhão de barris armazenados no sistema coletivo de emergência. Este mecanismo foi estabelecido em 1974, logo após o primeiro choque do petróleo causado pelo embargo árabe, e desde então foi acionado em apenas cinco ocasiões, sendo as duas mais recentes em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Conflito no Oriente Médio provoca alta histórica

Os preços do petróleo atingiram níveis alarmantes após uma série de ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o Irã há dez dias. As ações militares afetaram refinarias em toda a região e interromperam exportações por vias marítimas cruciais.

  • Pelo menos cinco instalações de produção de energia em Teerã e arredores foram atingidas
  • A companhia petrolífera nacional do Kuwait anunciou corte preventivo na produção
  • O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás comercializados globalmente, está efetivamente fechado há uma semana

O petróleo Brent, referência internacional, registrou um pico de alta de 29%, alcançando US$ 119,50 por barril no início dos negócios desta segunda-feira. Após o anúncio da reunião do G7, houve uma leve correção, com o preço fechando a US$ 106,73, ainda representando uma valorização de 15%.

Reações divergentes de líderes globais

Enquanto os mercados financeiros em Ásia, Reino Unido e Europa continental registravam quedas significativas devido às preocupações com o abastecimento, líderes políticos apresentaram posicionamentos contrastantes sobre a crise.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que durante sua campanha eleitoral de 2024 prometeu reduzir a inflação e os custos de energia, declarou no domingo que a alta nos preços do petróleo seria "um preço muito pequeno a se pagar pela segurança e paz mundial", classificando-a como consequência "de curto prazo" da guerra contra o Irã.

Por outro lado, o regime iraniano emitiu um alerta contundente através de um porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica: "Se vocês toleram o petróleo a mais de US$ 200 o barril, continuem com esse jogo", sugerindo que os preços poderiam subir ainda mais caso os ataques persistissem.

Próximos passos e monitoramento europeu

Os grupos de coordenação do fornecimento de petróleo e gás da União Europeia também agendaram uma reunião para quinta-feira, 12 de março, com o objetivo de monitorar o impacto do conflito no abastecimento energético do bloco. Os países membros são obrigados por regulamentação a manter estoques equivalentes a 90 dias de consumo, uma medida de segurança que agora pode ser testada pela crise atual.

A reunião do G7 representa uma resposta coordenada internacional à instabilidade geopolítica que ameaça a economia global, com especialistas alertando para possíveis efeitos em cadeia nos custos de transporte, produção industrial e preços ao consumidor em diversos setores.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar