Derrota de Messias no Senado gera pressão para assumir Ministério da Justiça
Derrota de Messias no Senado gera pressão para Justiça

No entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há quem defenda que Jorge Messias não retorne ao cargo de advogado-geral da União, mas sim que assuma o Ministério da Justiça, pasta responsável por comandar a Polícia Federal (PF). A movimentação ocorre após Messias ser derrotado na noite da última quarta-feira (29) no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor de sua nomeação para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga deixada por Luis Roberto Barroso em outubro do ano passado.

Bastidores da derrota

Indicado por Lula em novembro, desde que o nome de Messias foi oficializado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) demonstrou seu descontentamento. O presidente do Senado desejava que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse o indicado para o STF, o que gerou tensão nos bastidores.

Fontes ligadas ao presidente Lula atribuem o resultado a uma combinação de fatores: traições de última hora, frustração com votos que eram considerados certos e, principalmente, a disputa político-eleitoral em curso no Senado. Nesse cenário, o grupo de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, aparece como peça-chave. A avaliação é que houve uma articulação organizada para transformar a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo, estratégia que acabou bem-sucedida.

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Próximos passos

Com a rejeição no Senado, o futuro de Messias na AGU é incerto. Aliados de Lula pressionam para que ele assuma o Ministério da Justiça, o que fortaleceria o controle do governo sobre a Polícia Federal. A decisão final caberá ao presidente, que avalia os impactos políticos da derrota e as articulações para os próximos movimentos.

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