O partido Democracia Cristã (DC) anunciou a abertura de um processo disciplinar que culminará na expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo, recém-filiado à legenda. A decisão foi motivada por ataques públicos de Rebelo contra a direção e a presidência nacional do partido, após a troca de seu nome pelo do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência da República.
Motivações do partido
Em nota oficial, o DC informou que esgotou todas as tentativas de resolução harmoniosa do conflito, mas a reiterada intransigência de Rebelo inviabilizou qualquer acordo. A direção nacional considerou que as atitudes do ex-deputado federal afrontam os valores, princípios, objetivos e o Estatuto do partido. Por isso, deliberou pela abertura imediata de procedimento disciplinar, que resultará em expulsão sumária, com comunicação de desfiliação à Justiça Eleitoral.
Posição de Aldo Rebelo
Em resposta, Aldo Rebelo afirmou que mantém sua pré-candidatura à Presidência da República, baseada no convite e compromisso inicial da direção nacional do DC. Ele classificou a escolha do partido de lançar Joaquim Barbosa como uma "afronta" a tudo que defende em termos de relações políticas. Rebelo destacou que candidaturas devem ser projetos coletivos e não de grupos ou interesses específicos.
Implicações legais
A Lei Eleitoral determina que um candidato à Presidência precisa estar filiado a um partido há, pelo menos, seis meses antes do pleito para ter a candidatura homologada. A situação de Rebelo, portanto, pode ser afetada pelo processo de expulsão. O partido, por sua vez, aposta em Joaquim Barbosa como nome para o Planalto, em uma estratégia que busca renovação política.
Esta reportagem está em atualização.



