Em uma reunião emergencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas, realizada na manhã desta segunda-feira (05/01/2026) em Nova Iorque, a China fez um apelo direto aos Estados Unidos. O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, solicitou que o governo americano garanta a segurança pessoal do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, além de exigir a libertação imediata do mandatário.
Posicionamento Firme da China no Conselho de Segurança
A sessão foi convocada após um pedido formal da Venezuela, enviado no sábado, dia 3 de janeiro – mesma data da operação militar americana que resultou na captura de Maduro. O pedido por uma reunião de emergência recebeu apoio imediato dos governos da China e da Rússia.
Durante seu discurso, o embaixador Fu Cong foi enfático ao reiterar a oposição "firme" da China à invasão dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida há dois dias. Ele acusou os americanos de colocarem o poder unilateral acima do multilateralismo e de priorizarem a ação militar em detrimento dos esforços diplomáticos.
Fu Cong também defendeu a Venezuela como um estado soberano, reforçando o princípio de não interferência nos assuntos internos de outras nações, um pilar tradicional da política externa chinesa.
Próximos Passos e Audiência Judicial de Maduro
O desfecho diplomático da reunião no Conselho de Segurança coincide com um momento crucial no plano jurídico. Pouco depois do encerramento do encontro, previsto para as 14h (horário de Brasília), Nicolás Maduro deve comparecer à sua primeira audiência judicial.
O líder venezuelano e sua esposa serão apresentados perante o juiz federal Alvin K. Hellerstein, em um tribunal de Nova York. Eles enfrentam uma série de acusações graves, incluindo:
- Narcotráfico
- Posse ilegal de armas
- Narcoterrorismo
Repercussão Internacional e o Futuro da Crise
A posição chinesa no Conselho de Segurança da ONU evidencia um alinhamento claro com a Rússia e um confronto direto com a narrativa e as ações dos Estados Unidos. O pedido por segurança e libertação coloca uma pressão adicional sobre a administração americana, que agora precisa gerir não apenas a custódia de Maduro, mas também a reação de potências rivais.
O episódio marca uma escalada significativa na crise venezuelana, transformando um conflito político e econômico de longa data em um embate geopolítico de alto nível no principal fórum de segurança internacional. A comunidade global aguarda os próximos movimentos, tanto na sala de audiências em Nova York quanto nos corredores diplomáticos das Nações Unidas.