China e Coreia do Norte condenam captura de Maduro pelos EUA
China e Coreia do Norte condenam EUA por operação na Venezuela

As potências aliadas da Venezuela, China e Coreia do Norte, reagiram com veemência neste domingo, 4 de janeiro de 2026, à operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Ambos os países asiáticos emitiram duras condenações, classificando a ação como uma grave violação do direito internacional e da soberania nacional.

China exige libertação imediata e condena "hegemonia"

O Ministério das Relações Exteriores da China foi um dos primeiros a se manifestar. Em comunicado oficial, o governo de Pequim exigiu que os Estados Unidos libertem imediatamente Nicolás Maduro e sua esposa, garantindo também sua segurança pessoal. A China, que é um dos principais parceiros políticos e econômicos da Venezuela, apelou diretamente à administração do presidente Donald Trump para que evite a derrubada do governo venezuelano.

As autoridades chinesas já haviam se pronunciado logo após a operação, expressando estar "profundamente chocadas" com o uso da força por Washington contra uma nação soberana. Para Pequim, a intervenção militar constitui uma afronta direta ao princípio da não intervenção e representa um comportamento "hegemônico" que ameaça a paz e a segurança em toda a região das Américas.

Coreia do Norte acusa EUA de "natureza desonesta e brutal"

Em linha com a posição chinesa, a Coreia do Norte também emitiu uma condenação formal através de seu Ministério das Relações Exteriores. O governo norte-coreano descreveu a captura de Maduro como uma "grave violação de soberania" e condenou veementemente a ação dos Estados Unidos, que classificou como uma busca por hegemonia na Venezuela.

O comunicado de Pyongyang foi ainda mais contundente em suas críticas à administração Trump, afirmando que o incidente "confirma claramente a natureza desonesta e brutal" do governo norte-americano. A declaração reforça o alinhamento diplomático do país com os governos que se opõem à política externa intervencionista dos EUA.

Repercussão internacional e o futuro da crise

A rápida e dura reação de China e Coreia do Norte destaca a polarização geopolítica em torno da crise venezuelana. A condenação conjunta coloca mais pressão diplomática sobre os Estados Unidos, que agora precisam lidar não apenas com a situação interna na Venezuela, mas também com a reprovação de duas potências nucleares com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, no caso da China.

O episódio promete acirrar ainda mais as tensões internacionais, com Pequim e Pyongyang utilizando o caso para reforçar sua narrativa contra o que chamam de "unilateralismo" norte-americano. A exigência pela libertação de Maduro coloca um novo obstáculo para qualquer transição de poder que os EUA e seus aliados regionais possam buscar no país sul-americano.

Enquanto isso, o destino do presidente capturado e a resposta de Washington às demandas chinesas e norte-coreanas serão os próximos capítulos a serem observados nesta crise que mistura política interna venezuelana com o xadrez geopolítico global.