Xi Jinping condena ação dos EUA na Venezuela e acusa violação do direito internacional
China condena ação dos EUA na Venezuela

O governo da China emitiu uma forte condenação às ações recentes dos Estados Unidos na Venezuela, classificando-as como uma violação grave do direito internacional. A declaração oficial foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês no sábado, dia 3 de janeiro de 2026.

Posicionamento Oficial da China

Em um comunicado formal, as autoridades chinesas expressaram profundo choque e repúdio ao que chamaram de "uso da força pelos Estados Unidos contra um país soberano". A nota, divulgada às 13h53 do horário local e confirmada pela agência de notícias Reuters, foi direta em sua crítica.

O texto afirma que a China se opõe firmemente ao que descreve como comportamento hegemônico por parte dos norte-americanos. Segundo Pequim, tal postura não só desrespeita as normas internacionais como também representa uma ameaça concreta à estabilidade regional.

Acusações Específicas e Apelo à ONU

A declaração do Ministério das Relações Exteriores da China detalha três violações principais atribuídas aos Estados Unidos:

  • Violar seriamente o direito internacional estabelecido.
  • Infringir a soberania nacional da Venezuela.
  • Ameaçar a paz e a segurança em toda a América Latina e no Caribe.

O apelo chinês foi claro: os Estados Unidos devem respeitar o direito internacional e os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas. O governo de Xi Jinping pede que Washington cesse imediatamente ações que violem a soberania e a segurança de outros países.

Contexto e Repercussões Geopolíticas

Esta condenação pública, feita em nome do líder vitalício Xi Jinping, reforça o alinhamento diplomático da China com governos que se opõem à intervenção ocidental. A Venezuela, há anos em crise política e econômica, é um ponto de tensão constante nas relações internacionais.

A postura chinesa reflete uma visão de mundo baseada no respeito absoluto à soberania nacional e na não-intervenção, princípios caros à sua política externa. Este episódio tende a acirrar ainda mais as disputas estratégicas entre Pequim e Washington, que se estendem por diversas áreas do globo.

O comunicado não detalha a natureza exata da ação norte-americana condenada, mas deixa clara a disposição da China em atuar como voz crítica no cenário global, especialmente em assuntos que envolvam potências rivais atuando em sua esfera de influência geopolítica.