Iván Cepeda lidera eleição na Colômbia com 32% no primeiro turno, apesar de Petro
Cepeda lidera eleição na Colômbia com 32%, divisão da direita ajuda

Eleição na Colômbia: Esquerda Avança com Iván Cepeda Liderando Pesquisas

A eleição presidencial na Colômbia está tomando um rumo inesperado, com o esquerdista Iván Cepeda emergindo como favorito nas pesquisas de intenção de voto. Este cenário surpreende muitos analistas, considerando a impopularidade do atual presidente, Gustavo Petro, e suas declarações polêmicas que têm dominado o noticiário.

Divisão da Direita e Ascensão de Cepeda

Atualmente, Iván Cepeda conta com 32% das preferências no primeiro turno e quase 40% no segundo, segundo dados recentes. Sua vantagem é amplificada pela profunda divisão no campo da direita colombiana. Enquanto isso, a direita tradicional, liderada por Álvaro Uribe, aparece com apenas 7% das intenções de voto.

O surgimento de Abelardo de la Espriella, um candidato populista de direita que defende valores tradicionais e políticas de mão dura contra o crime, tem fragmentado ainda mais o eleitorado conservador. Ele possui cerca de 15% no primeiro turno, criando um cenário complexo para a disputa.

Imagem Desastrosa de Petro e Oportunidade para a Esquerda

A popularidade de Gustavo Petro está em baixa, com 64% dos colombianos avaliando sua imagem como ruim ou muito ruim. Em contraste, Cepeda, embora pertença à mesma coalizão de esquerda, o Pacto Histórico, apresenta um perfil mais moderado e focado em questões como os direitos das vítimas da violência estatal.

As declarações excêntricas de Petro, incluindo comentários sobre sexo em discursos públicos e afirmações controversas sobre jovens e criminalidade, têm prejudicado sua imagem e, por extensão, criado desafios para Cepeda, que precisa navegar esse contexto delicado.

Dinâmica Eleitoral e Desafios Futuros

O primeiro turno está marcado para 31 de maio, e a campanha promete ser acirrada. Cepeda, que estudou filosofia na Bulgária e tem um histórico de ativismo, enfrenta o duplo desafio de consolidar seu apoio enquanto gerencia as repercussões negativas das ações de Petro.

Além disso, a fragmentação da direita e a possibilidade de uma candidatura de centro forte adicionam incertezas ao processo eleitoral. Analistas destacam que a dispersão dos votos na centro-direita e direita pode abrir espaço para mudanças significativas no segundo turno.

Em resumo, a eleição colombiana reflete um momento de transição política, onde a esquerda encontra uma janela de oportunidade graças à divisão interna dos adversários e ao desgaste do governo atual.