Capas de VEJA revelam a transformação do Irã de monarquia em ditadura sanguinária
Capas de VEJA mostram transformação do Irã em ditadura

Capas de VEJA documentam a evolução do Irã de monarquia a regime opressor

Os recentes bombardeios contra o Irã, promovidos por Estados Unidos e Israel, mantiveram o mundo em suspense, com consequências ainda imprevisíveis para a região. Este ataque a um Estado soberano ocorreu durante negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano, sem evidências irrefutáveis de uma ameaça iminente. O presidente Donald Trump justificou a ação alegando, sem provas, que o Irã desenvolvia mísseis capazes de cruzar o Oceano Atlântico, declarando uma operação para impedir que essa "ditadura perversa" ameaçasse a América.

Uma história de brutalidade desde 1979

A agressividade atual não é isolada; nas últimas décadas, o regime iraniano, iniciado pela Revolução Islâmica de 1979, destacou-se por sua crueldade. Esse movimento derrubou a monarquia do xá Mohammad Reza Pahlavi, substituindo-a por um aparato policial brutal que persegue mulheres, minorias e dissidentes. Execuções em massa, como as ocorridas durante protestos recentes, com estimativas de até 30.000 mortes, ilustram essa violência.

Além das fronteiras, o Irã apoia grupos terroristas como o Hezbollah, rotulando Estados Unidos e Israel como "inimigos mortais". Atentados desde os anos 70 atingiram alvos globais, do Líbano à Argentina, espalhando terror inspirado nessa ideologia.

O registro jornalístico de VEJA

Inúmeras capas de VEJA, desde a década de 70, capturaram essa transformação histórica. A Revolução Islâmica foi tema de destaque em várias edições, mostrando a queda da monarquia e o surgimento da ditadura. Em 2013, a jornalista Thaís Oyama, em reportagem especial em Teerã, observou que o ódio aos Estados Unidos era perpetuado por décadas através de sermões nas mesquitas, mantendo uma fervorosa hostilidade.

As esperanças de abertura política foram dissipadas nos últimos anos, com o regime resistindo a mudanças. Os ataques recentes podem enfraquecê-lo, mas é incerto se precipitarão sua queda. O futuro do Irã e do Oriente Médio permanece incerto, com a possibilidade de que este período de terror se torne uma página sombria do passado.

Publicado originalmente em VEJA, edição de 6 de março de 2026, este relato serve como um lembrete vívido das transformações profundas e dos conflitos contínuos que moldam a região.