Brasileiro em cruzeiro retido em Dubai por guerra aguarda retorno ao Brasil
Brasileiro em cruzeiro retido em Dubai aguarda retorno

Brasileiro em cruzeiro retido em Dubai por conflito aguarda retorno ao Brasil

Um empresário brasileiro que está a bordo de um cruzeiro parado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, afirmou nesta terça-feira (3) que há expectativa de retorno ao Brasil já neste fim de semana. O navio está retido há quatro dias por causa da escalada do conflito no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Israel e Irã.

Segurança e condições a bordo

Segundo José Carlos Bergamin, que também é vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), a orientação da companhia foi para que todos permanecessem embarcados, por se tratar de um ambiente considerado mais seguro. "O importante é que a gente está bem, seguro e vai chegar bem. Aqui, a gente tem acomodações, alimentação, cuidados médicos se precisar e até a parte de lazer", disse.

Ainda de acordo com Bergamin, o clima a bordo mudou. O empresário contou que o primeiro momento foi de tensão, diante da incerteza sobre a dimensão do conflito e os possíveis impactos na viagem. "Agora, as pessoas já usam mais a estrutura de lazer do navio, eles potencializaram isto muito para tirar o estresse no geral e já começamos assim a organizar a questão do retorno", afirmou.

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Tratativas para o retorno

O grupo já iniciou tratativas para o retorno ao Brasil. Segundo o empresário, há diálogo com a embaixada brasileira e a companhia responsável pelo cruzeiro informou que existe a possibilidade de voos saindo de Dubai neste fim de semana, priorizando passageiros com embarque atrasado.

"No nosso caso, nosso voo seria no sábado. Entraríamos em atraso apenas no domingo. Com muito otimismo, acreditamos que conseguimos sair daqui neste fim de semana. Num cenário mais pessimista, ao longo da próxima semana", explicou.

Ele destacou ainda que, no caso dele e de parte do grupo, as passagens aéreas foram compradas junto à própria companhia de navegação, o que pode facilitar a reorganização dos voos. "Isso certamente vai nos ajudar, porque não precisamos tratar com dois fornecedores diferentes".

Contexto do conflito no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.

Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).

Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região.

Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e o presidente Donald Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou Trump no domingo.

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