Brasil apoia Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU em defesa da igualdade de gênero
Brasil apoia Bachelet para secretária-geral da ONU

O governo brasileiro declarou publicamente nesta terça-feira, dia 10, seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A manifestação ocorreu durante a 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU, realizada em Nova York, com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva e da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

Defesa da igualdade de gênero na liderança da ONU

Durante o evento, a ministra Márcia Lopes enfatizou que, apesar de décadas de atuação internacional em prol da igualdade de gênero, a ONU nunca foi comandada por uma mulher. "A América Latina tem demonstrado maturidade política ao representar lideranças altamente qualificadas", afirmou ela. "A trajetória da presidenta Michelle Bachelet é amplamente reconhecida por sua contribuição à democracia, aos direitos humanos e à igualdade de gênero, raça e etnia."

Histórico de apoio brasileiro

Esta não é a primeira vez que o governo brasileiro menciona Bachelet como uma das candidatas "excelentes" para assumir a liderança da ONU. A diplomacia brasileira já havia listado Bachelet entre as qualificadas para o cargo, ao lado de outras lideranças da região latino-americana.

O atual secretário-geral da ONU, o português António Guterres, está no cargo desde 2017 e seu mandato está previsto para terminar neste ano. Ele deve deixar a posição em 31 de dezembro, abrindo espaço para uma possível sucessão.

Quem é Michelle Bachelet

Michelle Bachelet é médica, socialista e ex-presidente do Chile, tendo governado o país em dois mandatos: entre 2006 e 2010, e novamente entre 2014 e 2018. Em seu retorno à presidência, ela assumiu com a promessa de implementar reformas na educação, no sistema tributário e de reduzir as desigualdades sociais.

Atuação internacional e destaque

No cenário internacional, Bachelet ganhou notoriedade como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos. Nessa função, ela fez críticas a ataques contra instituições democráticas e se posicionou em defesa da transparência eleitoral em diversos países, incluindo o Brasil. Sua trajetória é marcada por um compromisso firme com os direitos humanos e a justiça social.

O apoio do Brasil à candidatura de Bachelet reflete um alinhamento com valores de igualdade e representatividade, destacando a importância de uma liderança feminina em um órgão global que historicamente nunca foi chefiado por uma mulher.