Ataque de Trump ao Irã e morte de Khamenei: especialista analisa geopolítica e busca por petróleo
Ataque de Trump ao Irã: especialista analisa geopolítica e petróleo

Ataque de Trump ao Irã e morte de Khamenei: especialista analisa geopolítica e busca por petróleo

A decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ordenar um ataque coordenado com Israel contra o Irã, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei e outros comandantes, intensificou as críticas internas e internacionais à Casa Branca. Este movimento acirrou um conflito já volátil no Oriente Médio, levantando questões sobre as implicações estratégicas e legais da ação.

Trump violou a Constituição ao atacar o Irã?

O professor de geopolítica da PUC-PR, José Alfredo Nyegray, participou do programa Giro VEJA Especial para analisar a ofensiva. Ele destacou que as ações de Trump representam um rompante que fragmenta a ordem geopolítica e rompe com os instrumentos legais internos dos Estados Unidos. "O Trump tem tido esses rompantes que fragmentam cada vez mais a ordem geopolítica", afirmou o especialista.

Nyegray explicou que, nos Estados Unidos, o Congresso não declarou guerra formalmente desde a Segunda Guerra Mundial, e presidentes americanos tradicionalmente evitam pedir autorização para conflitos, optando por justificar ações como medidas de "legítima defesa preventiva". No entanto, ele ressaltou que essa justificativa "pela esfera do direito internacional não é possível", ou seja, não encontra respaldo nas normas globais de uso da força.

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Como fica o Irã após a morte de Khamenei?

Questionado sobre as implicações internas para o Irã após o ataque e a morte do aiatolá, Nyegray enfatizou a robustez e complexidade do sistema político iraniano. Ele esclareceu que, mesmo com a queda de um governante, isso não significa automaticamente uma mudança de regime ou a imposição de democracia por meio de bombardeios.

A estrutura do país, que inclui guardiões religiosos, conselhos políticos e forças como a Guarda Revolucionária, foi projetada para sobreviver a instabilidades e protestos internos. Essa análise sugere que o impacto da ofensiva vai além da eliminação de um líder, desencadeando um processo em que instituições e facções internas disputarão a continuidade do Estado iraniano.

O que os EUA buscam com essa política externa agressiva?

Ao comentar a estratégia externa americana, Nyegray utilizou a expressão "bully diplomacy" ou diplomacia do bullying, para caracterizar o padrão de ações coercitivas adotadas por Washington. Segundo ele, ataques como esse não são isolados, mas fazem parte de uma postura mais ampla de pressão e intimidação nas relações internacionais.

O professor situou parte dessa política no esforço dos Estados Unidos para manter ou ampliar influência econômica e geopolítica, especialmente na disputa pelo controle de recursos estratégicos como o petróleo. Ele lembrou que, ao intervir em países como a Venezuela, os Estados Unidos ganharam controle de parte significativa da produção de petróleo, impactando diretamente seu relacionamento com concorrentes globais como a China.

No caso do Irã, o objetivo seria controlar quem fornece petróleo ao principal importador mundial, incluindo Pequim, em um contexto de competição entre as duas maiores potências econômicas do mundo. Essa disputa por recursos, de acordo com o analista, estaria no centro de grandes movimentos geopolíticos e explica, em parte, a decisão de atacar Teerã, em oposição às vias diplomáticas que vinham sendo tentadas até então.

Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana, baseado em análise do programa Giro VEJA Especial.

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